26 outubro 2022

Após ataque: Jefferson vira 'herói' em canais neonazistas no Telegram

Não é difícil esbarrar em canais de extrema direita no Telegram. Lá, muitos deles se comunicam com grupos mais moderados de militância bolsonarista, alguns com mais de dez mil participantes. No domingo (23), quando o Brasil parou para assistir à repercussão do ataque do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) contra a Polícia Federal, canais neonazistas na plataforma não tardaram em coroar o evento como "um exemplo" a ser seguido por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), especialmente com a proximidade do segundo turno das eleições presidenciais. O Telegram é uma das plataformas estratégicas para a comunicação da extrema direita no Brasil. Pela facilidade de compartilhamento de links do YouTube, a possibilidade de navegar ocultando o número de telefone e o avanço da difusão de conteúdos de ódio, a plataforma se tornou local perfeito para que grupos abertamente neonazistas comuniquem-se entre si para disseminar conteúdos extremistas em outros canais considerados mais moderados. Ao contrário dos chans, fóruns virtuais onde o anonimato é sagrado (e grande parte do conteúdo é assumidamente preconceituoso), os canais do Telegram funcionam com usuários identificados — ainda que com pseudônimos. Isso, no entanto, não impede a existência de canais em que se defende a morte de brasileiros do Nordeste e onde há discursos virulentos contra minorias, especialmente mulheres.


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