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29 julho 2026

Tariflávio: Se correr, Moraes prende; se ficar, Moraes cassa

Os Bolsonaros — pai e filho —, achando que Nunes Marques os blindaria, abusaram logo na largada. Imaginaram que estavam sob o chapéu do TSE. Não se deram conta de que o STF está acima do TSE. Um é “superior” eleitoral; o outro é “supremo”. A corte mais alta do país. Também subestimaram o fato de que Bolsonaro pai está na esfera do STF. Não sei se por ignorância ou por arrogância, ou ambas, resolveram botar para quebrar. Na convenção do 01, a estrela foi um vídeo feito por IA em que Bolsonaro surgiu com sua cara e sua voz, pedindo votos para o filhinho e alegando que não era ele. Deu merda, é claro. Bolsonarão não tem direitos políticos. É óbvio, portanto, que não pode pedir votos. Ainda mais no período em que ninguém pode pedi-los. E ainda por cima atacando Moraes e o STF: “Não fiz nada de errado; errados estão eles”. Apavorado, como o mau aluno que é pego colando na prova, o 01 saiu em defesa do pai. Papai não sabia. Fiz tudo à revelia do papai. Como ele não tem muito apego à verdade, Moraes resolveu perguntar a Bolsonarão: sabia ou não sabia? Deu OK ou não deu? Se deu, o que implica que o filhinho mentiu mais uma vez, fez o que não podia. E vai perder o direito à prisão relativa, em sua mansão de Brasília. Se não deu, o 01 cometeu o crime de deepfake. E ficará inelegível. Nem candidato a presidente, nem a senador. Entendo que ambos cometeram crimes. E são reincidentes. Um tem que voltar para a Papudinha, de onde nunca deveria ter saído. O outro, voltar à vida de cidadão comum e tentar se defender, na Justiça, dos processos que o esperam. Desta vez sem a proteção do papai.

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Bom: Moraes cutuca Nunes Marques em despacho sobre Bolsonaro

Alexandre de Moraes transformou a penúltima intimação de Bolsonaro em prova de múltipla escolha. Nela, a controvérsia sobre o uso de um clone virtual do capitão na convenção que sacramentou a candidatura do filho virou algo muito simples. Simples como o ABC.

A) Bolsonaro autorizou o uso do vídeo com sua versão IA.

B) Flávio usou o avatar do pai sem o consentimento dele

C) Onde está o TSE que não toma uma providência?

Didático, Moraes forneceu o gabarito em seu despacho. Se o vídeo foi autorizado, Bolsonaro violou a ordem judicial de não divulgar manifestações político-eleitorais. E pode voltar para a Papudinha. Se Flávio agiu à revelia do pai, produziu uma "deepfake" — ou uma ultrafalsificação — da imagem do pai.

Nessa hipótese, o candidato afrontou as normas da Justiça Eleitoral. E estaria sujeito à cassação do registro e inelegibilidade por uso indevido dos meios de comunicação e abuso do poder político e econômico. O que conduz o teste para a letra C: Onde está a Justiça Eleitoral?

É como se Moraes cutucasse Nunes Marques com o pé para ver se ele reage. Presidente do TSE e relator da ação do PT contra o uso do bolsofake, o ministro vai se fingindo de morto. Desperta em Moraes saudades do tempo em que trazia na toga a estrela de xerife do processo eleitoral.

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AtlasIntel: Lula tem 49,2% contra 42,9% de Flávio Bolsonaro no 2º turno

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (29/7) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotaria o candidato do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, no segundo turno das eleições de 2026.De acordo com o levantamento, o petista tem 49,2% das intenções de voto contra 42,9% de Flávio. O levantamento foi feito entre os dias 22 e 27 de julho, com 5 mil entrevistados. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.

  • ·         Lula (PT): 49,2%
  • ·         Flávio Bolsonaro (PL): 42,9%
  • ·         Voto nulo/branco/não sei: 7,9%

De acordo com a sondagem, o petista tem vantagem de 6,3 pontos percentuais sobre Flávio. Na pesquisa anterior, realizada no fim de junho, o presidente brasileiro tinha 48,8%, enquanto Flávio pontuava 42,3% — a diferença era de 6,5 pontos percentuais.

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28 julho 2026

Contra a safadeza: Advogados argentinos denunciam Milei por usar dinheiro público em comício de Flávio no Brasil

O presidente da Argentina, Javier Milei, se tornou alvo de uma denúncia por malversação de fundos públicos e descumprimento dos deveres da função, após utilizar o avião oficial e recursos do Estado para participar da convenção em São Paulo que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência do Brasil. A ação, apresentada pelos advogados José Magioncalda e Juan Martín Fazio, sustenta que o deslocamento do mandatário para um ato político da oposição brasileira representa um desvio de dinheiro público de sua finalidade específica. Segundo os denunciantes, o uso do avião presidencial e da comitiva oficial para apoiar uma candidatura partidária em outro país configuraria os crimes de malversação de fundos e descumprimento dos deveres de funcionário público. “Os recursos estatais foram desviados para satisfazer os interesses de uma facção política, causando graves danos às relações diplomáticas bilaterais”, diz a denúncia.

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Segurança do Tarcísio: PF diz que coronel da PM “parece abrir portas da corporação" ao PCC

O coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins (imagem em destaque) “parece abrir portas” da Polícia Militar de São Paulo (PMESP) para Cléber Azevedo dos Santos e o grupo criminoso do qual o empresário faria parte, afirma trecho de relatório da Polícia Federal (PF) obtido pelo Metrópoles. O documento define Pereira Martins como “grande amigo” de Cléber e de Robson Martins de Souza. Os dois foram presos na semana passada, durante a Operação Janus, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), com apoio operacional da PM, contra estrutura suspeita de lavar dinheiro, corromper policiais e prestar serviços financeiros a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). “O coronel é grande amigo de Cléber e Robson e com eles fez viagens, sendo, por si só, fato que chama muito a atenção”, diz a Delegacia de Repressão à Corrupção e aos Crimes Financeiros da PF. Na sequência, o documento afirma que o coronel “parece abrir portas na corporação PMESP para Cléber e o grupo”.

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Merda n`água: Postura de Milei vira munição para adversários eleitorais de Flávio

A participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção que oficializou Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência da República, no último sábado (25/7), gerou críticas e passou a ser explorada por adversários do senador. Do PT ao Novo, políticos de diferentes campos ideológicos condenaram a intromissão de um líder estrangeiro na eleição brasileira. O apoio internacional, apresentado como trunfo da campanha de Flávio, abriu espaço para críticas após Milei usar o palanque para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Por causa do discurso, Flávio passou a ser alvo de ataques até mesmo dentro do campo da direita, com os demais candidatos enxergando na participação de Milei mais um capítulo de tentativa de interferência estrangeira no Brasil — o que se soma aos ataques de membros do governo Donald Trump, dos Estados Unidos. Já pelo lado do governo, o Palácio do Itamaraty convocou os embaixadores brasileiro e argentino para prestar esclarecimentos. Além disso, na noite da última segunda-feira (27/7), a Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PV e PCdoB, protocolou notícia de fato na Procuradoria-Geral Eleitoral pedindo a abertura de investigação sobre a participação de Milei no ato do PL.

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24 julho 2026

Bem-feito, safado: Justiça mantém condenação de Sikêra Jr. por falas homofóbicas

A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) manteve a condenação de Sikêra Jr. e da RedeTV! ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos causados à população LGBTQIA+. A decisão envolve declarações consideradas homofóbicas feitas pelo apresentador durante o programa Alerta Nacional, em 2021. Segundo reportagem do Metrópoles, o pagamento da indenização deverá ser feito de forma solidária pelo apresentador e pela emissora na qual o programa era exibido. O valor corresponde a duas ações civis públicas abertas após episódios transmitidos em 25 de junho e 26 de novembro de 2021. As manifestações analisadas pela Justiça foram consideradas ofensivas e discriminatórias contra pessoas LGBTQIA+. Os processos questionaram tanto o conteúdo das declarações quanto sua divulgação em um programa de televisão com alcance nacional.

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Caso Dark Horse: Flávio, Eduardo e Frias passam a ser investigados pela PF por lavagem de dinheiro

A Polícia Federal abriu uma investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado federal Mário Frias (PL-SP) por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção na operação financeira ligada ao filme Dark Horse, cinebiografia sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL). A informação foi divulgada nesta quinta-feira (23) pela revista PiauíO ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a apuração nesta quinta-feira (23). Investigadores analisarão os recursos que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, destinou ao longa-metragem, além do caminho percorrido pelo dinheiro e dos beneficiários finais. O senador negociou com Vorcaro um financiamento estimado em US$ 24 milhões, equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época. Deste total, ao menos US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) teriam chegado efetivamente ao projeto entre fevereiro e maio de 2025.

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Michelle para Flávio: Te perdoo por te trair

Quando o zagueiro e o atacante sobem juntos para aquela bola que vem alta, sobra o cotovelo de um na cara do outro.

O olho imediatamente incha e fica roxo.

O centroavante se contorce todo. Faz uma cena. Está quase morrendo.

O beque joga para a torcida. Pede desculpas.

Desculpas aceitas.

Tudo certo.

Mas, quando o juiz se distrai um pouco, vem o troco.

O artilheiro acerta o bico da chuteira na canela do zagueiro de cotovelo folgado.

Apesar de futebolística, foi a melhor analogia que eu achei para descrever as trocas de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Michelle. É a mais fácil de entender.

"Eu te perdoo".

Fala altiva.

De quem se considera dona da situação.

Foi a resposta da ex-primeira-dama ao vídeo do pré-candidato à Presidência.

Pela segunda vez, Flávio tentava minimizar os estragos da sua briga com Michelle.

O zagueiro nunca assume que bateu da medalhinha para cima.

Aqui a analogia fica melhor.

Flávio atualmente joga na defesa.

Agenda ruim. Péssima.

Só tem notícia ruim.

"Eu te perdoo" é dose para ele.

Dose dupla. Sem gelo. Cowboy.

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