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22 julho 2026

Vagabundo: Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas usadas em esquema de Vorcaro

O escritório de advocacia do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) emitiu e cancelou duas notas fiscais no valor total de R$ 1 milhão em favor de uma empresa de fachada usada por Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master. As notas indicam que as conexões entre Flávio e Vorcaro vão além das reveladas até agora na crise do Dark Horse. O que se sabia é que o presidenciável conseguiu dinheiro com o dono do Master para financiar o filme do pai. As duas notas, no valor de meio milhão de reais cada, foram emitidas no dia 7 de abril de 2025 pelo escritório que tem Flávio Bolsonaro como único sócio e eram relacionadas a serviços prestados à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Na mesma ocasião, foram canceladas. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa de consultoria. Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório de Flávio faturou uma terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez em favor da Contábil Correa. Nesse caso, não há registro de cancelamento.


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Pega o traíra: Ministros do TSE citam cassação e inelegibilidade após fake news de Flávio Bolsonaro contra as urnas

As declarações do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em reunião com embaixadores, nas quais citou dados falsos sobre as urnas eletrônicas e levantou suspeitas sem fundamento contra o sistema eleitoral brasileiro, geraram repercussão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e fizeram ministros da Corte resgatarem o precedente da cassação do ex-deputado estadual Fernando Francischini (PSL-PR), ocorrida em 2021, informa reportagem do jornal O Globo. Diante de uma plateia de diplomáticas e representantes estrangeiros, Flávio Bolsonaro repetiu uma informação falsa já desmentida anteriormente pelo TSE: a de que a empresa venezuelana Smartmatic teria fornecido urnas eletrônicas para o Brasil. A mesma companhia é mencionada em documentos da CIA divulgados pela gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada. O posicionamento do pré-candidato ao Palácio do Planalto levou integrantes do TSE ouvidos reservadamente a traçarem um paralelo direto com o julgamento de Fernando Francischini, e não com a condenação de Jair Bolsonaro em 2023. Na avaliação de ministros do tribunal, a condenação de Francischini é considerada o marco da mudança de entendimento e a jurisprudência inaugural da Corte para a punição de ataques ao sistema eletrônico de votação.

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Canalha: Flávio Bolsonaro repete informação falsa sobre urnas eletrônicas

    

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu nessa terça-feira (22/7) que representantes diplomáticos enviem "a maior quantidade de observadores possível" para acompanhar as eleições de outubro no Brasil. Durante o evento Debatendo o Brasil, realizado em Brasília (DF), o parlamentar também repetiu uma informação falsa já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao afirmar que as urnas eletrônicas brasileiras teriam a mesma origem da empresa venezuelana Smartmatic. A declaração foi feita diante de integrantes do corpo diplomático de 42 países, entre eles Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Israel, Austrália, Paraguai e representantes da União Europeia. Segundo Flávio, o pedido por observadores não representa desconfiança no sistema eleitoral brasileiro. Ao falar de documentos da CIA divulgados pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Flávio mencionou suspeitas sobre o processo eleitoral venezuelano e citou a empresa Smartmatic. O TSE informou que as urnas foram desenvolvidas por técnicos da Justiça Eleitoral e são fabricadas por empresas contratadas por meio de licitação pública, sem qualquer relação com a tecnologia utilizada pela empresa venezuelana.

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21 julho 2026

A vida como ela é nas pesquisas: Lula sorri e a oposição sangra

No programa do Noblat, a bancada analisou o novo e devastador recorte da pesquisa Genial/Quaest, que expõe o momento de um derretimento acelerado da candidatura de Flávio Bolsonaro e o coloca como um candidato sem tração eleitoral. A pesquisa revelou que 55% de todo o eleitorado brasileiro já apostam na vitória do presidente Lula, contra meros 25% que acreditam no sucesso de Flávio. Ricardo Noblat destaca que a descrença na candidatura do herdeiro bolsonarista é generalizada: Lula lidera as expectativas em todos os segmentos. Mais grave ainda para o PL, Flávio desidrata entre seus próprios pares – a confiança na sua vitória desabou entre a direita não bolsonarista, encolheu entre os bolsonaristas raiz e minguou a catastróficos 14% entre os eleitores independentes, grupo vital que costuma decidir a eleição. A bancada pontuou que esse fenômeno cria um “filme de terror” para a oposição às vésperas das convenções partidárias de agosto. Como na política tradicional “ninguém gosta de votar nem de se associar a perdedor”, o favoritismo de Lula, alimentado por indicadores econômicos positivos e pela postura altiva no episódio do tarifaço, está provocando a debandada silenciosa de caciques e aliados experientes, que já começam a pular do barco do senador.

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17 julho 2026

Cachorrada: Senado inicia recesso e sabota o fim da escala 6×1

O encerramento do primeiro semestre legislativo no Congresso Nacional expõe uma manobra de sabotagem por parte do Senado Federal contra os interesses da classe trabalhadora. Com o início formal do recesso parlamentar no sábado (18), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala de trabalho 6×1 foi deliberadamente paralisada, aguardando um despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), relata o Metrópoles. Aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio, a medida contou com forte articulação política e o aval do presidente daquela Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), estabelecendo a redução da jornada máxima semanal das atuais 44 para 40 horas. Contudo, ao ingressar no Senado, a pauta de alto interesse popular foi contida pela presidência da instituição. Alcolumbre tem justificado publicamente a lentidão no andamento do texto sob o argumento de que concederia um tempo “razoável” para que os senadores deliberem, declarando ainda que a Casa Alta “não pode ser carimbadora” das decisões tomadas pela Câmara.

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Socorro a empresas e retaliação adiada: Como o governo decidiu reagir ao novo tarifaço dos EUA

O governo reagiu ao novo tarifaço da gestão de Donald Trump de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos a partir do dia 22 com sete nomes do alto escalão refutando os argumentos apresentados pelos americanos. A reação coube ao vice-presidente, Geraldo Alckmin, que classificou a medida como “injusta e descabida”, e ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou tratar-se de “interferência externa indevida”. Durigan ainda informou que o governo vai socorrer as empresas afetadas, mas os dois baixaram o tom quanto a medidas de reciprocidade. O presidente Lula reagiu nas redes sociais, dizendo que "não há justificativa" para a decisão da Casa Branca. “Desde o primeiro momento, buscamos o diálogo e enfatizamos nossa disposição de negociar. Apontamos que não há justificativa para as tarifas anunciadas. Não vamos abrir mão de defender o nosso Pix, a nossa soberania e os produtores brasileiros”, afirmou Lula na publicação. A estratégia de resposta foi delineada na manhã de ontem. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, o chanceler, Mauro Vieira, foi chamado por Lula e, no encontro, ficou acertado que não caberia ao presidente comentar as declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, subordinado de Trump.

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Tarifaço: A conexão Trump-Bolsonaro que custa bilhões ao Brasil

Países não têm amigos, mas interesses. E quando interesses de uns e de outros entram em choque, eles tentam negociar ou então vão à guerra. Pode ser por meio de aplicações de tarifas mútuas, que levem o lado mais fraco a ceder, embora ele nem sempre ceda. Pode ser também por meio de armas, o que produz mortes. No momento, os Estados Unidos combatem nos dois terrenos: o comercial, via imposição de tarifas a quase todos os países do mundo sem poupar sequer seus aliados históricos, e o sanguinolento, haja vista o que se passa no Oriente Médio, onde o Irã continua debaixo de fogo letal e reage atacando bases militares norte-americanas. As relações diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos têm mais de 202 anos. Elas começaram em 26 de maio de 1824, quando os Estados Unidos reconheceram oficialmente a independência do Brasil, proclamada dois anos antes por Dom Pedro I. O Brasil e os Estados Unidos nunca guerrearam entre si. De lado a lado, barreiras comerciais e disputas tarifárias ocorrem continuamente por meio de centenas de processos individuais de antidumping, subsídios e medidas de salvaguarda. No entanto, a imposição de pacotes generalizados de sobretaxas (os chamados “tarifaços”) só se deu em ocasiões muito marcantes.

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16 julho 2026

Pesquisa Quaest: Maioria culpa Flávio Rachadinha por tarifaço dos EUA

A maioria dos brasileiros atribui a Flávio Bolsonaro (PL) a responsabilidade pelo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, enquanto também cresce a desconfiança sobre a capacidade do senador de convencer o presidente norte-americano, Donald Trump, a rever as medidas comerciais. Os dados são de pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (16). Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados concordam com a versão apresentada pelo presidente Lula (PT), segundo a qual Flávio Bolsonaro teria estimulado a adoção de sanções contra o país ao procurar Trump. Outros 30% apoiam a explicação do senador, que responsabiliza Lula por supostas provocações ao governo dos Estados Unidos. O resultado representa uma mudança expressiva na percepção dos eleitores em relação à pesquisa realizada em junho. Naquele mês, 47% concordavam com a defesa de Flávio Bolsonaro, enquanto 35% atribuíam ao senador a responsabilidade pelas tarifas, como sustenta Lula.

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Rachadinha e tarifaço dos EUA: Brasil diz que decisão é 'marco lastimável' e que acionará reciprocidade

Após os Estados Unidos confirmarem a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o dia 15 de julho "passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável". Na mesma nota, o Brasil informa que iniciará os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). A lei brasileira, sancionada por Lula em 2025, permite que o governo brasileiro adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que apliquem barreiras comerciais, legais ou políticas contra o Brasil. A medida entra em vigor em 22 de julho. "O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros", diz a nota divulgada pelo governo Lula. A nova taxação é resultado de uma investigação comercial do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), órgão responsável por formular a política comercial norte-americana. A apuração levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.

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