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10 setembro 2026

Teve dinheiro público? PF desmente alegação de Flávio sobre o filme

A investigação da Polícia Federal que levou à Operação Make Up nesta quinta-feira (10) encontrou indícios de que dinheiro público pode ter chegado à produtora de Dark Horse, contrariando diretamente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirma não haver “um centavo” de recursos públicos no filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. Em maio, ao explicar a busca de recursos para a produção, o senador afirmou que se tratava de “patrocínio privado para um filme privado” e resumiu: “Zero de dinheiro público”. Flávio voltou a negar qualquer uso de recursos públicos em 30 de agosto, quando afirmou que uma perícia sobre as contas do longa havia constatado que “não tem nada de dinheiro público e nada de ilegal”. A PF identificou um possível caminho entre recursos de emenda parlamentar destinados por Mario Frias (PL-SP) e a Go Up Entertainment, responsável pela produção do longa. A suspeita parte de R$ 700 mil pagos pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), abastecido com emendas de Frias, a empresas de um mesmo grupo. Posteriormente, outra empresa ligada a esse núcleo transferiu R$ 750 mil à Go Up. Para a PF, há a possibilidade de que recursos originalmente associados aos contratos do ICB tenham sido direcionados à produtora. A PF ressalva que ainda não é possível afirmar que os R$ 750 mil transferidos à Go Up sejam exatamente os mesmos recursos pagos pelo ICB. Ainda assim, considera relevantes a proximidade dos valores, a sequência das operações e os vínculos entre as empresas envolvidas para levantar a hipótese de que dinheiro originado de contratos financiados com recursos públicos tenha sido direcionado à produtora.

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Coaf: Bia Kicis movimentou R$ 3,4 milhões em transações atípicas

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) foi mencionada em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) transcrito na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Make Up, investigação sobre suspeitas de desvio de recursos públicos destinados a uma ONG ligada à produtora do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). O Coaf apontou que Bia Kicis movimentou R$ 3,4 milhões em transações consideradas atípicas no intervalo de um ano, entre maio de 2025 e maio de 2026. O montante foi dividido igualmente entre créditos e débitos: R$ 1,7 milhão em entradas e R$ 1,7 milhão em saídas. Apesar da citação no relatório, a decisão registra que a deputada não era o foco do intercâmbio de informações financeiras. O nome de Bia Kicis apareceu no documento por causa de um repasse pontual de R$ 500 feito a ela pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), que é alvo da investigação. A operação autorizada por Dino apura a destinação de recursos públicos à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora envolvida no projeto de Dark Horse. A cinebiografia de Jair Bolsonaro está no centro das investigações sobre a aplicação de verbas públicas em uma ONG ligada à produção.

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Polícia Federal: Renda de Frias é incompatível com repasse de R$ 645 mil à produtora

A Polícia Federal aponta que o deputado Mario Frias (PL-SP) fez transferências diretas de R$ 645,4 mil para a GoUp Entertainment, produtora do filme "Dark Horse". Os agentes dizem ainda que valor não é compatível também com os "créditos identificados" nas contas bancárias de Frias. "Essa circunstância faz com que ele transcenda a condição de mero autor de emendas parlamentares posteriormente desviadas por terceiros, e coloca o parlamentar como participante ativo da engrenagem financeira sob investigação", afirma a Polícia Federal. Segundo a investigação, "há fortes indícios de uma única organização criminosa, estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos provenientes de verbas públicas". As informações levaram o ministro do STF Flávio Dino a autorizar operação que teve Frias como um dos alvos de busca e apreensão. Horas após a ação, Dino retirou o sigilo da decisão. Produtor executivo do filme, Mario Frias enviou uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão para ao ICB (Instituto Conhecer Brasil) para executar um programa de empreendedorismo no interior de São Paulo. Conforme o UOL mostrou, o projeto não saiu do papel.

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Vagabundos: ACM Neto e Rueda recebiam 10% de aportes de previdências, diz Vorcaro

O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação, que os dirigentes do União Brasil ACM Neto e Antônio Rueda atuaram em favor do Banco Master em institutos de previdência dos estados em troca de 10% dos valores investidos na instituição. A investigação sobre os dois políticos veio à tona após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes divulgar um relatório de inteligência da Polícia Federal que cita a suposta demora do ministro André Mendonça em autorizar uma operação contra Rueda. As propostas de delação de Vorcaro foram negadas pela PF e pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por falta de informações inéditas e ausência de garantias para a devolução dos valores oriundos das fraudes. O banqueiro tenta reabrir as negociações por uma colaboração premiada, sem sucesso. A atual proposta de delação afirma que ACM Neto e Rueda teriam atuado para abrir as portas ao Master nos institutos de previdência do Rio de Janeiro, do Amapá e do Amazonas, além da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro).

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Na mosca: PF faz buscas contra Mario Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (10/9), uma operação que tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Batizada de Make Up, a operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. A ação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). São cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A coluna apurou que o celular do parlamentar foi apreendido pelos investigadores. Segundo a PF, os investigadores identificaram indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. Levantamentos financeiros identificaram ainda movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema investigado.

 

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09 setembro 2026

Mais US$ 12,333 milhões de roubo: Delator do caso Master detalha pagamentos a fundo de 'Dark Horse'

O empresário Antonio Carlos Freixo Junior, que assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), afirmou que fez sete repasses, a título de "subscrições de cotas", para o fundo Havengate nos Estados Unidos, usado para financiar o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. As transações foram feitas de janeiro a setembro de 2025, a mando de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Elas totalizaram US$ 12,333 milhões. Pela cotação de setembro de 2025, esse valor equivalia a R$ 62,8 milhões. A subscrição de cotas é um processo em que um fundo emite novas cotas para aumentar seu patrimônio, recebendo aporte de investidores. Os valores foram pedidos a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato à Presidência. "Entre o final de 2024 e início de 2025, Antonio Carlos foi contatado por Daniel Vorcaro, por WhatsApp, com a solicitação de envio de valores ao exterior por meio da subscrição de cotas desse fundo pela Entre Investimentos. Até esse momento, Antonio Carlos desconhecia o fundo em questão", afirmou o empresário. "A solicitação inicial de Daniel Vorcaro foi para o envio de cerca de US$ 24 milhões, que seriam operacionalizados em mais de dez subscrições, entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026", disse o empresário. No entanto, acabaram sendo feitas somente sete transações. Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025.


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A inversão cínica na campanha: Flávio usa crise no STF para atacar Lula

A comemoração de Flávio Bolsonaro com a crise interna do Supremo Tribunal Federal expõe o cinismo de quem tenta reescrever a história recente do país em pleno palanque eleitoral. Ao festejar decisões convenientes de André Mendonça e afirmar em tom triunfante que Lula “não vai dar um golpe” aproveitando o racha entre ministros, o senador inverteu grosseiramente os papéis da vida republicana. No programa do Noblat no Metrópoles, Ricardo Noblat tratou a provocação com a contundência que ela exigia e mandou um recado direto ao parlamentar: Lula cumpre democraticamente o seu terceiro mandato e jamais conspirou contra as instituições; quem de fato tramou, incentivou e tentou dar um golpe de Estado para se agarrar ao poder foi Jair Bolsonaro – com a cumplicidade silenciosa e a adesão irrestrita do próprio filho.

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08 setembro 2026

Desinformação: Posts usam fechamento de fábricas no exterior para enganar sobre o Brasil

Uma série de publicações que circulam nas redes sociais usam títulos enganosos com informações incompletas para sugerir que multinacionais estão fechando fábricas no Brasil, quando na verdade, as medidas foram adotadas em outros países. Por trás da desinformação, há a intenção de transmitir uma sensação de que empresas estão falindo e deixando o país de forma massiva devido a uma crise generalizada na economia provocada pelo governo Lula (PT). Os posts citam, por exemplo, a Nestlé, que fechou fábricas na Hungria e na Alemanha. Também circula o fechamento de lojas da Domino's, que aconteceu na Austrália e na Nova Zelândia. No caso Electrolux, houve encerramento das atividades de unidades na Hungria e no Chile e um plano de reestruturação na Itália. Há também desinformação sobre a Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, e a Volkswagen. Outras postagens enganam sobre uma suposta transferência da produção da marca brasileira Lupo para o Paraguai: a Lupo inaugurou uma fábrica no país vizinho, mas não deixou o Brasil. Ela circula nas redes misturando notícias reais, como a crise das Casas Bahia e de setores do varejo, com conteúdo enganoso para criar a sensação de crise generalizada na economia. O UOL Confere recebeu o pedido de checagem dessa lista no WhatsApp. Ela também foi divulgada pelo deputado federal e candidato ao Senado Gustavo Gayer (PL-GO) e por Pablo Marçal (PRTB) nas redes e em entrevista.

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STF: Mendonça determina o afastamento de Andrei Rodrigues da direção da PF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8/9) o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida ocorre em meio aos desdobramentos das investigações do caso do Banco Master. O nome de Andrei Rodrigues surgiu em mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Master. Na mesma decisão, o magistrado também ordenou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF. Segundo o magistrado, a medida é necessária para que os integrantes da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”. Uma troca de mensagens entre o banqueiro e o ministro do STF Alexandre de Moraes indica que Vorcaro pediu que o magistrado tentasse reverter as investigações sobre a instituição financeira junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Andrei Rodrigues.

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