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11 setembro 2026

Mendonça, filhote do golpismo, caiu no messianismo eleitoral

Magistrado a favor de Flávio é instado por Fachin a aderir à proposta de Lula de suspender sigilo sobre Master. Ministro tentou tirar diretor da PF e foi tratado como ungido de Deus por Michelle Bolsonaro e seu rebanho.Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário. É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade.” O parágrafo foi postado no X pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também candidato à reeleição. Não é apenas retórica, há uma proposta, um desafio. O que diriam os simpatizantes de Flávio Bolsonaro (PL)? Apoiariam ou teriam receio de que, tudo às claras, o caso Alexandre de Moraes viesse a perder a dimensão que ganhou com as estarrecedoras revelações sobre sua relação com Vorcaro? Agora, Edson Fachin, presidente do STF, instou André Mendonça a seguir a ideia de Lula. Ele já vinha sendo questionado por certo favorecimento eleitoral ao candidato bolsonarista. Chegou a afastar o diretor da Polícia Federal —medida acertadamente refreada por Fachin, finalmente marcando presença em cena. Esperemos agora —não vejo a hora de estourar o milho da pipoca— a sessão convocada por Fachin. Com o contra-ataque de Flávio Dino e o recente ativismo do presidente da corte, promete uma animação de debate eleitoral. Muito ainda precisa ser feito para reformar o STF, bem como para esclarecer as conexões corruptas de Vorcaro com personagens da República.

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Flávio Rachadinha: PF suspeita de “lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção” no caso Dark Horse

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um procedimento investigatório sigiloso para apurar a conduta do senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme “Dark Horse” — produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). A apuração foca nos supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos. A decisão de instaurar o inquérito em separado foi proferida por Mendonça em julho e tornou-se pública após a queda do sigilo de documentos do chamado “caso Master”. Embora o despacho autorizativo do ministro esteja anexado aos autos do inquérito principal do Banco Master, a investigação individualizada direcionada a Flávio Bolsonaro tramita sob segredo de Justiça, o que indica a existência de diligências em andamento pela Polícia Federal (PF). A abertura da apuração formal atendeu a um pedido expresso da autoridade policial e contou com a manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

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Caso Dark Horse: Mendonça inclui Flávio Bolsonaro como investigado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou a abertura de um inquérito na Polícia Federal para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, pelo filme Dark Horse. A inclusão de Flávio ocorreu em 22 de julho e divulgada nessa quinta-feira (10/9), com a quebra de sigilo dos autos do processo. A informação foi publicada pelo O Globo e confirmada pelo Metrópoles. O inquérito investiga os repasses que totalizam R$ 61 milhões feitos por Daniel Vorcaro, dono Banco Master, a pedido de Flávio, e o destino desse dinheiro. Uma das suspeitas é que uma parte do montante seria destinada ao custeio de ações criminosas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A investigação foi pedida pela Polícia Federal e recebeu o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). “A Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro (…) Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, escreveu Mendonça.

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10 setembro 2026

Teve dinheiro público? PF desmente alegação de Flávio sobre o filme

A investigação da Polícia Federal que levou à Operação Make Up nesta quinta-feira (10) encontrou indícios de que dinheiro público pode ter chegado à produtora de Dark Horse, contrariando diretamente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirma não haver “um centavo” de recursos públicos no filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. Em maio, ao explicar a busca de recursos para a produção, o senador afirmou que se tratava de “patrocínio privado para um filme privado” e resumiu: “Zero de dinheiro público”. Flávio voltou a negar qualquer uso de recursos públicos em 30 de agosto, quando afirmou que uma perícia sobre as contas do longa havia constatado que “não tem nada de dinheiro público e nada de ilegal”. A PF identificou um possível caminho entre recursos de emenda parlamentar destinados por Mario Frias (PL-SP) e a Go Up Entertainment, responsável pela produção do longa. A suspeita parte de R$ 700 mil pagos pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), abastecido com emendas de Frias, a empresas de um mesmo grupo. Posteriormente, outra empresa ligada a esse núcleo transferiu R$ 750 mil à Go Up. Para a PF, há a possibilidade de que recursos originalmente associados aos contratos do ICB tenham sido direcionados à produtora. A PF ressalva que ainda não é possível afirmar que os R$ 750 mil transferidos à Go Up sejam exatamente os mesmos recursos pagos pelo ICB. Ainda assim, considera relevantes a proximidade dos valores, a sequência das operações e os vínculos entre as empresas envolvidas para levantar a hipótese de que dinheiro originado de contratos financiados com recursos públicos tenha sido direcionado à produtora.

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Coaf: Bia Kicis movimentou R$ 3,4 milhões em transações atípicas

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) foi mencionada em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) transcrito na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Make Up, investigação sobre suspeitas de desvio de recursos públicos destinados a uma ONG ligada à produtora do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). O Coaf apontou que Bia Kicis movimentou R$ 3,4 milhões em transações consideradas atípicas no intervalo de um ano, entre maio de 2025 e maio de 2026. O montante foi dividido igualmente entre créditos e débitos: R$ 1,7 milhão em entradas e R$ 1,7 milhão em saídas. Apesar da citação no relatório, a decisão registra que a deputada não era o foco do intercâmbio de informações financeiras. O nome de Bia Kicis apareceu no documento por causa de um repasse pontual de R$ 500 feito a ela pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), que é alvo da investigação. A operação autorizada por Dino apura a destinação de recursos públicos à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora envolvida no projeto de Dark Horse. A cinebiografia de Jair Bolsonaro está no centro das investigações sobre a aplicação de verbas públicas em uma ONG ligada à produção.

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Polícia Federal: Renda de Frias é incompatível com repasse de R$ 645 mil à produtora

A Polícia Federal aponta que o deputado Mario Frias (PL-SP) fez transferências diretas de R$ 645,4 mil para a GoUp Entertainment, produtora do filme "Dark Horse". Os agentes dizem ainda que valor não é compatível também com os "créditos identificados" nas contas bancárias de Frias. "Essa circunstância faz com que ele transcenda a condição de mero autor de emendas parlamentares posteriormente desviadas por terceiros, e coloca o parlamentar como participante ativo da engrenagem financeira sob investigação", afirma a Polícia Federal. Segundo a investigação, "há fortes indícios de uma única organização criminosa, estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos provenientes de verbas públicas". As informações levaram o ministro do STF Flávio Dino a autorizar operação que teve Frias como um dos alvos de busca e apreensão. Horas após a ação, Dino retirou o sigilo da decisão. Produtor executivo do filme, Mario Frias enviou uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão para ao ICB (Instituto Conhecer Brasil) para executar um programa de empreendedorismo no interior de São Paulo. Conforme o UOL mostrou, o projeto não saiu do papel.

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Vagabundos: ACM Neto e Rueda recebiam 10% de aportes de previdências, diz Vorcaro

O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação, que os dirigentes do União Brasil ACM Neto e Antônio Rueda atuaram em favor do Banco Master em institutos de previdência dos estados em troca de 10% dos valores investidos na instituição. A investigação sobre os dois políticos veio à tona após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes divulgar um relatório de inteligência da Polícia Federal que cita a suposta demora do ministro André Mendonça em autorizar uma operação contra Rueda. As propostas de delação de Vorcaro foram negadas pela PF e pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por falta de informações inéditas e ausência de garantias para a devolução dos valores oriundos das fraudes. O banqueiro tenta reabrir as negociações por uma colaboração premiada, sem sucesso. A atual proposta de delação afirma que ACM Neto e Rueda teriam atuado para abrir as portas ao Master nos institutos de previdência do Rio de Janeiro, do Amapá e do Amazonas, além da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro).

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Na mosca: PF faz buscas contra Mario Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (10/9), uma operação que tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Batizada de Make Up, a operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. A ação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). São cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A coluna apurou que o celular do parlamentar foi apreendido pelos investigadores. Segundo a PF, os investigadores identificaram indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados que teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. Levantamentos financeiros identificaram ainda movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema investigado.

 

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09 setembro 2026

Mais US$ 12,333 milhões de roubo: Delator do caso Master detalha pagamentos a fundo de 'Dark Horse'

O empresário Antonio Carlos Freixo Junior, que assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), afirmou que fez sete repasses, a título de "subscrições de cotas", para o fundo Havengate nos Estados Unidos, usado para financiar o filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. As transações foram feitas de janeiro a setembro de 2025, a mando de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Elas totalizaram US$ 12,333 milhões. Pela cotação de setembro de 2025, esse valor equivalia a R$ 62,8 milhões. A subscrição de cotas é um processo em que um fundo emite novas cotas para aumentar seu patrimônio, recebendo aporte de investidores. Os valores foram pedidos a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato à Presidência. "Entre o final de 2024 e início de 2025, Antonio Carlos foi contatado por Daniel Vorcaro, por WhatsApp, com a solicitação de envio de valores ao exterior por meio da subscrição de cotas desse fundo pela Entre Investimentos. Até esse momento, Antonio Carlos desconhecia o fundo em questão", afirmou o empresário. "A solicitação inicial de Daniel Vorcaro foi para o envio de cerca de US$ 24 milhões, que seriam operacionalizados em mais de dez subscrições, entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026", disse o empresário. No entanto, acabaram sendo feitas somente sete transações. Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025.


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