Um mesmo fundo de investimento, chamado Gold Style, fez
transações com uma fintech apontada como "banco paralelo" da facção
criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e com a empresa responsável por
repasses à produção de "Dark Horse", filme sobre o ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL). O fundo também foi usado em movimentações de debêntures
privadas e sigilosas, com suspeitas de irregularidades. O Gold Style Fundo de
Investimento em Direito Creditório é administrado pela Reag Trust, gestora
envolvida na ciranda financeira organizada pelo Banco Master para fraudar
carteiras de crédito e inflar ativos, segundo investigações da Polícia Federal.
O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, e a Reag Trust, em
janeiro. Conforme informações públicas disponíveis na CVM (Comissão de Valores
Mobiliários), o Gold Style foi constituído em abril de 2020, com um aporte de
R$ 480,1 milhões. Em maio de 2024, o patrimônio líquido saltou para R$ 1,84
bilhão. O fundo permanece "em funcionamento normal", conforme os
dados da CVM. O Gold Style também foi usado em
transações de debêntures privadas em que a Reag atuou como emissora,
escrituradora ou agente fiduciário. Ao todo, foram identificadas 11 debêntures,
e o valor envolvido soma R$ 3,6 bilhões, conforme uma comunicação da B3, a
Bolsa de Valores de São Paulo, ao Coaf.
11 junho 2026
Enfim...: Evangélicos mostram cansaço do bolsonarismo e seus filhotes
A mais recente pesquisa da Quaest, que mostra significativa melhora da
aprovação de Lula (PT) entre os evangélicos, pode mostrar também que Flávio
Bolsonaro (PL) representa, para muitos irmãos e irmãs do segmento, um cansaço. É
nítido que Flávio Bolsonaro não empolga os evangélicos. Mas isto não é apenas
por falta de carisma, embora seja verdade. Mas anos de instrumentalização e
radicalização dos evangélicos ao longo do governo do seu pai deixaram um legado
amargo. Não há nada de novo na relação entre religião e política no Brasil.
Nenhuma novidade no processo de instrumentalização da religião, em especial do
cristianismo, por grupos políticos. O governo Bolsonaro foi assim, um governo
cristofascista puro. Extremista, radical, hostil, insensível, rude e adepto da
violência como linguagem, Jair Bolsonaro permaneceu sequestrando a identidade
evangélica, com a bênção das lideranças que o batizaram, ungiram, legitimaram,
deram voz, púlpito e mídia, até o fim. Master, Vorcaro, tarifas de Trump, além
das já clássicas rachadinhas e o silêncio sobre as milícias no Rio de Janeiro,
tudo isso de fato impacta em um desgaste do filho do ex-presidente.
Filme sobre Bolsonaro: Empresa suspeita de desvio fica em clínica de acupuntura
Uma empresa suspeita de envolvimento em um esquema milionário de desvio de dinheiro público
funciona em uma pequena sala comercial na
Vila Mariana, zona sul de São Paulo, e
divide espaço com uma clínica de fisioterapia e acupuntura. No último dia 1º de
junho, o endereço foi alvo de busca e apreensão por policiais do Departamento
de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Enquanto procuravam por documentos da
Complexsys Soluções, os agentes se depararam com uma maca no centro de um dos
cômodos, com equipamentos terapêuticos e toalhas brancas. A
empresa entrou na mira da Polícia Civil por serviços prestados à ONG Instituto
Conhecer Brasil (ICB), que foi contratada por R$ 108
milhões pela Secretaria de Inovação e Tecnologia (SMIT) da Prefeitura de São Paulo para instalar pontos
de Wi-Fi na periferia da capital. A suspeita é de que parte desses recursos
tenham sido desviados para custear o filme Dark Horse, cinebiografia do
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Karina Ferreira da Gama,
representante do ICB, é dona da produtora responsável pela obra, a Go Up
Entertainment, e também foi alvo de mandados. A Complexsys foi subcontratada
pelo ICB, por R$ 8,6 milhões, para realizar uma parte das instalações dos
pontos de Wi-Fi. No entanto, de acordo com o inquérito do DPPC, a ONG incluiu
em sua prestação de contas uma nota fiscal de R$ 2 milhões emitida pela
Complexsys, em fevereiro de 2026, mas que acabou sendo cancelada pela própria
empresa meses depois. Um relatório de investigação levanta a suspeita de que “o
documento teria sido fraudulentamente utilizado pelo Instituto Conhecer Brasil
para justificar o emprego de verbas públicas”.
10 junho 2026
Haja trambique: Produtora de Dark Horse se nega a passar senha de celular à polícia
Investigada por suspeita de desviar dinheiro público para
financiar o filme Dark Horse, a produtora Karina Ferreira da
Gama se negou a informar
a senha de seu celular quando foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São
Paulo em 1º de junho. O aparelho, um Iphone 17, foi apreendido
pelos agentes da 2ª delegacia do Departamento de Polícia de Proteção à
Cidadania (DPPC) em cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela
Justiça da capital. A decisão que autorizou a cautelar também determinou a
quebra de sigilo de Karina e de outros alvos. De acordo com as investigações, a
ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que tem a produtora como representante, pode ter
utilizado recursos de um contrato de R$ 108
milhões com a Secretaria de Inovação e Tecnologia da Prefeitura
de São Paulo para custear o filme que retrata a história do ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL). O contrato é referente à instalação de pontos de
internet na periferia da capital. Segundo o inquérito, há uma série de inconsistências nas notas fiscais
apresentadas pela ONG.
Marília: Duas pessoas morrem em queda de avião de pequeno porte
Duas pessoas morreram na queda de um avião de
pequeno porte em Marília (SP), no fim da manhã desta quarta-feira
(10). A informação foi confirmada pelas equipes de resgate. Uma terceira vítima
foi socorrida e levada ao hospital. As vítimas que morreram foram identificadas como Henrique
Guariente e Gabriel Maloni. Os dois eram pilotos, mas
ainda não há confirmação sobre quem comandava o avião no momento do acidente. Até
a última atualização desta reportagem, a identidade da vítima socorrida não
havia sido divulgada. Ela foi encaminhada para o Hospital das Clínicas de
Marília. Segundo a Defesa Civil de Marília e a Rede Voa, concessionária que
administra o aeroporto da cidade, o avião decolou por volta das 11h13 e caiu
logo em seguida.
Caos e paixão: Família Bolsonaro é viciada em mentir
As reportagens
do Intercept Brasil não
têm dado espaço para ela respirar. É isso o que acontece quando o jornalismo
revela o que os poderosos querem esconder. A maior adversária dos
Bolsonaros é a verdade dos fatos. Quando ela é exposta dessa maneira, eles se
sentem intimidados e perseguidos pelo jornalismo. Sobram-lhes as mamadeiras de
piroca e a guerra das narrativas. Nas duas últimas semanas, as reportagens da
#VazaFlavio escancararam para o mundo do que a família
Bolsonaro é capaz no campo da mentira e dissimulação. Quando o Intercept
perguntou a Flávio Bolsonaro se o filme do seu pai havia sido financiado por
Vorcaro, ele gargalhou e disse que era mentira. Horas depois, um áudio o
desmentiu de forma cabal. O ridículo se seguiu nos dias posteriores, com um
choque de versões de aliados e novas mentiras sendo contadas para tapar buracos
feitos por outras mentiras. A falta de vergonha na cara é infinita dentro do
clã Bolsonaro. Desesperado com a queda nas pesquisas de intenção de votos,
Flávio cavou uma visita à Casa Branca para tentar tirar o foco do escândalo e
manter acesa a seita que tem fetiche com o presidente dos Estados Unidos. A
foto com Trump sentado e Flávio em pé é o retrato perfeito da sabujice dessa
família. O presidente americano nem se deu ao trabalho de se levantar da
cadeira para tirar a foto. Quando flagrados mentindo, se
fazem de loucos e inventam uma nova ladainha. Pode até parecer que é enxugar
gelo, mas desmascará-los e expô-los de modo permanente é fundamental. Essa é a
única maneira de impedir que falsas narrativas se consolidem na opinião
pública. Não é fácil, mas a realidade dos fatos acaba se impondo no final. O
jornalismo bem feito é a kriptonita dessa gente.
Trambique antigo: Dona de produtora de filme dos Bolsonaro era investigada há quase 10 anos
"Trabalhadora" e "decente", segundo o prefeito de
São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP), a dona da produtora do filme que vai
dramatizar a vida de Jair Bolsonaro, Karina Gama, já era alvo de investigações
sobre mau uso de dinheiro público há quase uma década quando fechou contratos
com aliados da família que hoje tenta voltar ao poder. A informação foi
revelada pelo site The Intercept Brasil e confirmada pela coluna, que acessou a
íntegra dos relatórios que a Controladoria-Geral da União fez sobre a atuação
de um instituto comandado por Karina junto ao Sesi (Serviço Social da Indústria).
As suspeitas são não só de superfaturamento, mas de desvio de dinheiro que, no
fundo, também é público – e datam de 2019. Karina se aproximou da oposição
usando a religião e o pertencimento a um poderoso núcleo de influenciadores e
políticos de direita. Com isso, firmou contratos milionários com o poder
público mesmo já sendo alvo de processos e investigações há quase dez anos. Relatório
da Controladoria-Geral da União ao qual a coluna teve acesso detalha um dos
principais achados dos auditores federais contra a organização não
governamental comandada por Karina, o Instituto Conhecer Brasil. Tanto a
entidade como a produtora que, em tese, coordenou a organização do filme de
Bolsonaro, "Dark Horse", funcionam no mesmo local e dividem até a
infraestrutura que criou seus endereços na internet.
Delação: Vorcaro muda versão e fala em propina a Ciro e Cláudio Castro
Em sua nova proposta de
delação premiada, o banqueiro Daniel
Vorcaro mudou as versões sobre sua relação com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e com o
ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio
Castro (PL). Segundo fontes que tiveram acesso ao novo material
entregue à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), o banqueiro
aderiu às versões da PF e passou a tratar os dois casos como propina, e não
mais como mera amizade. Na nova delação, Vorcaro diz ter pago propina a Castro em troca de aportes
milionários da Cedae (estatal de saneamento) e do Rioprevidência (fundo
de previdência dos servidores públicos do estado) no Banco Master. Já em
relação a Ciro Nogueira, Vorcaro passou
a admitir que as viagens e demais benesses ao senador bancadas pelo banqueiro
teriam sido propina em troca da apresentação da chamada “Emenda Master” no
Congresso Nacional.
Parcialidade: Censura à pesquisa AtlasIntel confirma partidarização do comando do TSE
Difícil
determinar qual o maior vício da censura imposta pelo ministro Nunes Marques,
do TSE, à mais recente pesquisa presidencial da AtlasIntel: a arbitrariedade da
decisão liminar, sua inutilidade na vida real ou a suspeita de parcialidade que
ela atrai sobre o julgador. Tudo isso numa canetada só, reforçando (ou
confirmando) as piores expectativas sobre o comando no processo eleitoral. Ao
submeter a decisão esdrúxula ao pleno, na sessão desta terça, o presidente do
TSE buscou testar sua influência sobre o colegiado. O pedido de vistas da
ministra Estela Aranha adiou o teste de força e evitou que a suspeição de Nunes
Marques se estendesse, ao menos por ora, ao conjunto ou à maioria da Corte. A
formulação e a ordem das perguntas podem, sim, induzir o resultado de
pesquisas. É um desafio metodológico e uma oportunidade de negócios para os
vendedores de resultados no mercado eleitoral. Lula fez dezenas de
representações ao TSE contra pesquisas fraudulentas em 2022, sem obter sucesso,
apesar das fartas evidências de manipulação.
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog
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