• Piorou

    Após privatização, reclamações contra a Sabesp mais que dobram
  • Roeu a corda

    O inesperado “L” feito por Donald Trump
  • Lula e Trump colam a taxa do Pix a Flávio

    171-001 tenta negar a obra

11 junho 2026

Gold Style: 'Banco' do PCC, intermediária de 'Dark Horse' e debêntures sigilosas utilizaram mesmo fundo

Um mesmo fundo de investimento, chamado Gold Style, fez transações com uma fintech apontada como "banco paralelo" da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e com a empresa responsável por repasses à produção de "Dark Horse", filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O fundo também foi usado em movimentações de debêntures privadas e sigilosas, com suspeitas de irregularidades. O Gold Style Fundo de Investimento em Direito Creditório é administrado pela Reag Trust, gestora envolvida na ciranda financeira organizada pelo Banco Master para fraudar carteiras de crédito e inflar ativos, segundo investigações da Polícia Federal. O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, e a Reag Trust, em janeiro. Conforme informações públicas disponíveis na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o Gold Style foi constituído em abril de 2020, com um aporte de R$ 480,1 milhões. Em maio de 2024, o patrimônio líquido saltou para R$ 1,84 bilhão. O fundo permanece "em funcionamento normal", conforme os dados da CVM. O Gold Style também foi usado em transações de debêntures privadas em que a Reag atuou como emissora, escrituradora ou agente fiduciário. Ao todo, foram identificadas 11 debêntures, e o valor envolvido soma R$ 3,6 bilhões, conforme uma comunicação da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, ao Coaf.

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Enfim...: Evangélicos mostram cansaço do bolsonarismo e seus filhotes

A mais recente pesquisa da Quaest, que mostra significativa melhora da aprovação de Lula (PT) entre os evangélicos, pode mostrar também que Flávio Bolsonaro (PL) representa, para muitos irmãos e irmãs do segmento, um cansaço. É nítido que Flávio Bolsonaro não empolga os evangélicos. Mas isto não é apenas por falta de carisma, embora seja verdade. Mas anos de instrumentalização e radicalização dos evangélicos ao longo do governo do seu pai deixaram um legado amargo. Não há nada de novo na relação entre religião e política no Brasil. Nenhuma novidade no processo de instrumentalização da religião, em especial do cristianismo, por grupos políticos. O governo Bolsonaro foi assim, um governo cristofascista puro. Extremista, radical, hostil, insensível, rude e adepto da violência como linguagem, Jair Bolsonaro permaneceu sequestrando a identidade evangélica, com a bênção das lideranças que o batizaram, ungiram, legitimaram, deram voz, púlpito e mídia, até o fim. Master, Vorcaro, tarifas de Trump, além das já clássicas rachadinhas e o silêncio sobre as milícias no Rio de Janeiro, tudo isso de fato impacta em um desgaste do filho do ex-presidente.

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Filme sobre Bolsonaro: Empresa suspeita de desvio fica em clínica de acupuntura

                                        

Uma empresa suspeita de envolvimento em um esquema milionário de desvio de dinheiro público funciona em uma pequena sala comercial na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, e divide espaço com uma clínica de fisioterapia e acupuntura. No último dia 1º de junho, o endereço foi alvo de busca e apreensão por policiais do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Enquanto procuravam por documentos da Complexsys Soluções, os agentes se depararam com uma maca no centro de um dos cômodos, com equipamentos terapêuticos e toalhas brancas. A empresa entrou na mira da Polícia Civil por serviços prestados à ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que foi contratada por R$ 108 milhões pela Secretaria de Inovação e Tecnologia (SMIT) da Prefeitura de São Paulo para instalar pontos de Wi-Fi na periferia da capital. A suspeita é de que parte desses recursos tenham sido desviados para custear o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Karina Ferreira da Gama, representante do ICB, é dona da produtora responsável pela obra, a Go Up Entertainment, e também foi alvo de mandados. A Complexsys foi subcontratada pelo ICB, por R$ 8,6 milhões, para realizar uma parte das instalações dos pontos de Wi-Fi. No entanto, de acordo com o inquérito do DPPC, a ONG incluiu em sua prestação de contas uma nota fiscal de R$ 2 milhões emitida pela Complexsys, em fevereiro de 2026, mas que acabou sendo cancelada pela própria empresa meses depois. Um relatório de investigação levanta a suspeita de que “o documento teria sido fraudulentamente utilizado pelo Instituto Conhecer Brasil para justificar o emprego de verbas públicas”.

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10 junho 2026

Haja trambique: Produtora de Dark Horse se nega a passar senha de celular à polícia

Investigada por suspeita de desviar dinheiro público para financiar o filme Dark Horse, a produtora Karina Ferreira da Gama se negou a informar a senha de seu celular quando foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo em 1º de junho. O aparelho, um Iphone 17, foi apreendido pelos agentes da 2ª delegacia do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) em cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça da capital. A decisão que autorizou a cautelar também determinou a quebra de sigilo de Karina e de outros alvos. De acordo com as investigações, a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que tem a produtora como representante, pode ter utilizado recursos de um contrato de R$ 108 milhões com a Secretaria de Inovação e Tecnologia da Prefeitura de São Paulo para custear o filme que retrata a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O contrato é referente à instalação de pontos de internet na periferia da capital. Segundo o inquérito, há uma série de inconsistências nas notas fiscais apresentadas pela ONG.

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Marília: Duas pessoas morrem em queda de avião de pequeno porte

Duas pessoas morreram na queda de um avião de pequeno porte em Marília (SP), no fim da manhã desta quarta-feira (10). A informação foi confirmada pelas equipes de resgate. Uma terceira vítima foi socorrida e levada ao hospital. As vítimas que morreram foram identificadas como Henrique Guariente e Gabriel Maloni. Os dois eram pilotos, mas ainda não há confirmação sobre quem comandava o avião no momento do acidente. Até a última atualização desta reportagem, a identidade da vítima socorrida não havia sido divulgada. Ela foi encaminhada para o Hospital das Clínicas de Marília. Segundo a Defesa Civil de Marília e a Rede Voa, concessionária que administra o aeroporto da cidade, o avião decolou por volta das 11h13 e caiu logo em seguida.

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Caos e paixão: Família Bolsonaro é viciada em mentir

As reportagens do Intercept Brasil não têm dado espaço para ela respirar. É isso o que acontece quando o jornalismo revela o que os poderosos querem esconder. A maior adversária dos Bolsonaros é a verdade dos fatos. Quando ela é exposta dessa maneira, eles se sentem intimidados e perseguidos pelo jornalismo. Sobram-lhes as mamadeiras de piroca e a guerra das narrativas. Nas duas últimas semanas, as reportagens da #VazaFlavio escancararam para o mundo do que a família Bolsonaro é capaz no campo da mentira e dissimulação. Quando o Intercept perguntou a Flávio Bolsonaro se o filme do seu pai havia sido financiado por Vorcaro, ele gargalhou e disse que era mentira. Horas depois, um áudio o desmentiu de forma cabal. O ridículo se seguiu nos dias posteriores, com um choque de versões de aliados e novas mentiras sendo contadas para tapar buracos feitos por outras mentiras. A falta de vergonha na cara é infinita dentro do clã Bolsonaro. Desesperado com a queda nas pesquisas de intenção de votos, Flávio cavou uma visita à Casa Branca para tentar tirar o foco do escândalo e manter acesa a seita que tem fetiche com o presidente dos Estados Unidos. A foto com Trump sentado e Flávio em pé é o retrato perfeito da sabujice dessa família. O presidente americano nem se deu ao trabalho de se levantar da cadeira para tirar a foto. Quando flagrados mentindo, se fazem de loucos e inventam uma nova ladainha. Pode até parecer que é enxugar gelo, mas desmascará-los e expô-los de modo permanente é fundamental. Essa é a única maneira de impedir que falsas narrativas se consolidem na opinião pública. Não é fácil, mas a realidade dos fatos acaba se impondo no final. O jornalismo bem feito é a kriptonita dessa gente.

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Trambique antigo: Dona de produtora de filme dos Bolsonaro era investigada há quase 10 anos

"Trabalhadora" e "decente", segundo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP), a dona da produtora do filme que vai dramatizar a vida de Jair Bolsonaro, Karina Gama, já era alvo de investigações sobre mau uso de dinheiro público há quase uma década quando fechou contratos com aliados da família que hoje tenta voltar ao poder. A informação foi revelada pelo site The Intercept Brasil e confirmada pela coluna, que acessou a íntegra dos relatórios que a Controladoria-Geral da União fez sobre a atuação de um instituto comandado por Karina junto ao Sesi (Serviço Social da Indústria). As suspeitas são não só de superfaturamento, mas de desvio de dinheiro que, no fundo, também é público – e datam de 2019. Karina se aproximou da oposição usando a religião e o pertencimento a um poderoso núcleo de influenciadores e políticos de direita. Com isso, firmou contratos milionários com o poder público mesmo já sendo alvo de processos e investigações há quase dez anos. Relatório da Controladoria-Geral da União ao qual a coluna teve acesso detalha um dos principais achados dos auditores federais contra a organização não governamental comandada por Karina, o Instituto Conhecer Brasil. Tanto a entidade como a produtora que, em tese, coordenou a organização do filme de Bolsonaro, "Dark Horse", funcionam no mesmo local e dividem até a infraestrutura que criou seus endereços na internet.

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Delação: Vorcaro muda versão e fala em propina a Ciro e Cláudio Castro

Em sua nova proposta de delação premiada, o banqueiro Daniel Vorcaro mudou as versões sobre sua relação com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e com o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Segundo fontes que tiveram acesso ao novo material entregue à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), o banqueiro aderiu às versões da PF e passou a tratar os dois casos como propina, e não mais como mera amizade. Na nova delação, Vorcaro diz ter pago propina a Castro em troca de aportes milionários da Cedae (estatal de saneamento) e do Rioprevidência (fundo de previdência dos servidores públicos do estado) no Banco Master. Já em relação a Ciro Nogueira, Vorcaro passou a admitir que as viagens e demais benesses ao senador bancadas pelo banqueiro teriam sido propina em troca da apresentação da chamada “Emenda Master” no Congresso Nacional.

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Parcialidade: Censura à pesquisa AtlasIntel confirma partidarização do comando do TSE

Difícil determinar qual o maior vício da censura imposta pelo ministro Nunes Marques, do TSE, à mais recente pesquisa presidencial da AtlasIntel: a arbitrariedade da decisão liminar, sua inutilidade na vida real ou a suspeita de parcialidade que ela atrai sobre o julgador. Tudo isso numa canetada só, reforçando (ou confirmando) as piores expectativas sobre o comando no processo eleitoral. Ao submeter a decisão esdrúxula ao pleno, na sessão desta terça, o presidente do TSE buscou testar sua influência sobre o colegiado. O pedido de vistas da ministra Estela Aranha adiou o teste de força e evitou que a suspeição de Nunes Marques se estendesse, ao menos por ora, ao conjunto ou à maioria da Corte. A formulação e a ordem das perguntas podem, sim, induzir o resultado de pesquisas. É um desafio metodológico e uma oportunidade de negócios para os vendedores de resultados no mercado eleitoral. Lula fez dezenas de representações ao TSE contra pesquisas fraudulentas em 2022, sem obter sucesso, apesar das fartas evidências de manipulação.

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