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26 outubro 2026

Sem safadeza: TSE desmente Flávio Bolsonaro e diz que fiscais do PL não foram retirados de 'sala-cofre' do tribunal

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou na noite deste domingo (25) que é falsa a declaração do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre da Corte durante a apuração das Eleições 2026. "A sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação. Todas as demais unidades e áreas do Tribunal, como a Sala de Totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros, que acompanham, de lá, desde o início, a totalização e a divulgação dos resultados do pleito", afirmou o TSE. Segundo o tribunal, dois fiscais do partido estiveram na sede do TSE neste domingo e acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, a totalização dos votos e a divulgação dos resultados. Ainda segundo o TSE, há registros da presença dos fiscais nos locais visitados e filmagens feitas na Sala de Totalização. Para o tribunal, esses registros comprovam que os representantes do PL tiveram acesso às áreas destinadas à fiscalização. Flávio fez a afirmação em entrevista após a proclamação do resultado da eleição. O candidato derrotado não reconheceu o resultado e disse que vai tentar anular a votação.

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Eleições 2026: Após vexame no 1º turno, institutos de pesquisa voltam a passar vergonha

O resultado do segundo turno das eleições de 2026 mostrou novo erro na tendência dos institutos de pesquisas eleitorais. Os principais levantamentos divulgados no país apontavam o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança das intenções de voto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no entanto, foi reeleito neste domingo (25/10). No primeiro turno, os maiores institutos também inverteram os resultados das urnas, quando Flávio Bolsonaro terminou na liderança. Em uma vitória histórica, Lula foi eleito pela quarta vez ao cargo. O presidente derrotou o senador, que terminou o primeiro turno na liderança da disputa, mas foi superado. Desde a adoção do sistema de dois turnos, na Constituição de 1988, nunca um candidato que terminou a primeira fase em desvantagem havia conseguido reverter o resultado em uma eleição presidencial. A pesquisa Datafolha divulgada no último sábado (24/10), véspera do segundo turno da eleição, apontou Flávio Bolsonaro com 51% contra 49% do adversário.

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É PEDRA: Erika Hilton pede a Moraes apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro

A deputada federal Erika Hilton (PSol) apresentou, nesta segunda-feira (26), um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que determine a apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL), incluindo o diplomático. A parlamentar pede que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a adoção da medida cautelar, argumentando que há risco de fuga diante do inquérito aberto no STF contra Flávio por suspeita de lavagem de dinheiro. O pedido ocorre após o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defender que o irmão deixe o Brasil em caso de derrota eleitoral. Em entrevista a um podcast norte-americano, Eduardo afirmou que seria favorável à saída de Flávio do país e chegou a mencionar o envio de fuzileiros navais dos Estados Unidos ao Brasil. Flávio é investigado pela Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro. O caso envolve também o advogado Willer Tomaz, amigo pessoal de Flávio.

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02 outubro 2026

Sem debate: Flávio e a Globo fogem de Renan. Gilmar e Aranha cumprem a lei

Bem, caras e caros, convém dizer sem salamaleques ou solenidades: o candidato do Missão, Renan Santos, pôs Flávio Bolsonaro para correr. O senador, valentão no gogó, mas vacilante no gesto, jurara no dia 27 que encararia o confronto da Globo, quaisquer que fossem os adversários. Até aí, a bravata murcha não surpreende rigorosamente ninguém. O que causa verdadeira estupefação é que a entrada de Renan botou para correr a própria emissora. Bastou que uma decisão judicial incluísse o quinto personagem — o que converteria em real debate a farsa confortável do “Todos Contra Um” — para que a Globo, em um estalo de arrogância, deixasse de ver interesse público no programa. Todos estão, por certo, muito indignados com as decisões da Justiça. Trata-se de uma simbiose rara de tartufices. Refiro-me à personagem Tartufo, da peça homônima de Molière, o símbolo máximo do hipócrita que emana falsos pretextos morais para mascarar interesses espúrios e romper promessas. Flávio fugiu porque se acovardou — e sempre convém evitar síncopes em público. E a Globo? Aí algum valente de internet haverá de clamar: “Ah, mas Lula escolheu não ir”. É verdade! Mas quem disse que estava a tanto obrigado? Não indo, de onde extrai a Globo o direito de puni-lo? Da Constituição? Não. Da Lei Eleitoral? Não. Do fato de a Globo ser a Globo? Até onde os manuais de introdução ao direito ensinam, a concessão de TV ainda não é uma fonte autônoma de jurisprudência, nem a emissora dispõe de um Código Penal privado para chamar de seu.  Flávio, então, decidiu escafeder-se com medo de Renan. E a Globo cancelou o evento. É um comportamento, no mínimo, bizarro. Se o programa era, como se alegava, de interesse público, nem a ausência dos dois líderes nas pesquisas — Lula e Flávio — seria capaz de mudar o seu caráter, certo?

 

(Reinaldo Azevedo)

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Covardão: Flávio Bolsonaro foge da raia para escapar aos ataques de Renan Santos

Entra eleição, sai eleição, e a TV Globo não aprende, nem renuncia à pretensão de tentar influir nos resultados. Às vezes se dá bem; às vezes, mal. Deu-se bem na primeira eleição presidencial da história após o fim da ditadura militar, em 1989, quando apoiou abertamente a candidatura de Fernando Collor para evitar uma vitória de Lula ou de Leonel Brizola. Collor elegeu-se, mas, dois anos mais tarde, o Congresso Nacional cassou seu mandato sob acusações de corrupção. Nas duas eleições seguintes (1994 e 1998), a emissora apoiou Fernando Henrique Cardoso — o idealizador do Plano Real, que controlou a inflação — novamente com o intuito de derrotar Lula. Como não interessava ao seu candidato participar de debates no primeiro turno, a Globo simplesmente não os promoveu. Em 2002, o candidato respaldado pela emissora foi José Serra. Os debates retornaram, mas Lula acabou eleito. O petista reelegeu-se em 2006 contra Geraldo Alckmin, o novo escolhido da Globo, mesmo sem comparecer aos debates do primeiro turno por opção própria. A emissora também saiu derrotada nas duas eleições seguintes (2010 e 2014), vencidas por Dilma Rousseff. Nessas ocasiões, o canal apoiou José Serra, mais uma vez, e Aécio Neves. Com Lula preso em 2018, Fernando Haddad assumiu a candidatura do PT. Diante de Alckmin outra vez no páreo, restou à Globo apoiá-lo. O eleito, contudo, foi Jair Bolsonaro, após o episódio da facada em Juiz de Fora. Devido à forma hostil como o novo presidente tratou a emissora — e a imprensa em geral — ao longo de seu mandato, a Globo viu-se na posição de ter que engolir o retorno de Lula ao poder em 2022. Os dois não se toleram.

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30 setembro 2026

Silêncio: Flávio Bolsonaro se cala após acusações de orgias com prostitutas, Rolex de R$ 305 mil e suposto lobby no STF

O senador Flávio Bolsonaro (PL) permanece em silêncio após a publicação de uma reportagem do PlatôBR que traz uma série de revelações de seu ex-sócio Alexandre Ferreira Dias Santini sobre sua vida pessoal e política. Questionado por jornalistas durante uma agenda em São Paulo sobre o conteúdo da reportagem, nesta terça-feira (29), Flávio ignorou a pergunta e não respondeu aos questionamentos. Até o momento, o senador também não havia publicado manifestação em suas redes sociais sobre as acusações apresentadas pelo PlatôBR. A reportagem do site aponta que Santini teria guardado mensagens, áudios, fotos e documentos envolvendo Flávio Bolsonaro, incluindo relatos de festas privadas com garotas de programa, recebimento de presentes de alto valor e uma suposta articulação envolvendo o gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). O silêncio de Flávio Bolsonaro ocorre enquanto o senador disputa a presidência da República pelo PL. A reportagem do PlatôBR afirma que o material reunido por Santini envolve o período em que o parlamentar ampliou sua influência política durante o governo do pai, Jair Bolsonaro.

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Reta de chegada: O tempo fechou para Flávio Bolsonaro a quatro dias das eleições

Não existe guerra limpa que pelo menos respeite as regras estabelecidas pelo Direito Internacional; todas as guerras são sujas. Dado o horror que produzem, se as guerras fossem transmitidas em tempo real e sem qualquer censura, talvez elas deixassem de existir. Dá-se o mesmo no caso da política, especialmente em época de eleições, momento em que o poder está em disputa. No entanto, a alternância no poder é um dos pilares da democracia — e, apesar de suas imperfeições, ainda não se inventou um regime melhor do que esse. Flávio Bolsonaro queixa-se de ser vítima de uma notícia falsa sobre sua suposta disposição de se eleito, retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Mas, em 2022, vendo que seu pai, então presidente da República, corria o risco de não se reeleger, o próprio senador foi um dos impulsionadores do boato de que Lula fecharia igrejas evangélicas caso vencesse a eleição. Aparentemente, não há falsidade no fato relatado pelo site PlatôBR de que Flávio participou de festas com garotas de programa anos atrás, tendo empresários e amigos custeado algumas de suas despesas. Há imagens e documentos que comprovariam isso, reunidos por Alexandre Santini, ex-sócio de Flávio em uma franquia de chocolates no Rio de Janeiro que foi suspeita de lavagem de dinheiro.


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29 setembro 2026

'Prostitutas' e Rolex de R$ 300 mil: Mensagens expõem segredos de Flávio Bolsonaro

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), teria participado de festas privadas com garotas de programa organizadas pelo ex-sócio Alexandre Ferreira Dias Santini, segundo reportagem publicada pelo site PlatôBR nesta terça-feira, 29. De acordo com a publicação, parte dos encontros teria ocorrido em hotéis de luxo no Rio de Janeiro, incluindo o Grand Hyatt, na Barra da Tijuca. O ex-sócio guardou mensagens, fotos, áudios e documentos relacionados às festas e teria usado esse material durante uma disputa financeira com Flávio. Além dos relatos sobre as festas, a publicação descreve outros episódios envolvendo presentes de alto valor, despesas pessoais, relações com lobistas e uma tentativa de intermediação de interesses privados no gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o PlatôBR, Alexandre Santini teria atuado durante anos como uma espécie de administrador de despesas de Flávio e também organizado encontros privados com garotas de programa.

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Meu pirão primeiro: Fux é o ministro que absolve golpistas, mas que é implacável com humoristas

Nossa Senhora dos Aflitos! Eu poderia escrever aqui que assistimos a um deprimente confronto de togas na barafunda em que envolveram “A Compadecida”. Ah, que falta faz o humor de Ariano Suassuna, não é mesmo?! Até o diabo era um tantinho divertido nas peças do mestre paraibano. Mas não vou decretar o empate, não! Nisso a que alguns poderiam chamar de “guerra de liminares”, o ministro Flávio Dino apenas restaurou as garantias da Constituição. André Mendonça e Luiz Fux resolveram atuar como a turma da arruaça, do fundão da quinta série do devido processo legal. A cronologia é importante: na sexta, 25, Mendonça inaugurou as hostilidades à Constituição ao se comportar como um autêntico censor, mandando excluir do X uma postagem de Antonio Tabet. Achou pouco o voluntarismo e enviou para o Érebo — as regiões mais sombrias do submundo na mitologia grega — outras 1.125 publicações. Internautas que simplesmente expressaram a sua fé ou sua ironia viram sumir seus escritos por determinação de um juiz que, obviamente, não os havia lido. No domingo, 27 de setembro, Dino agiu como o guardião da Carta Magna e devolveu o conteúdo ao ecossistema digital. Mas eis que, na noite de ontem, atuando como um insólito auxiliar de feiticeiro da mordaça, Fux operou um atropelo processual para ressuscitar a censura. Se, vá lá, no confronto inicial entre a liminar de Mendonça, no âmbito do TSE, e a de Dino, no do STF, ainda se vislumbrava um debate técnico sobre as fronteiras de cada tribunal, agora a porteira da avacalhação foi escancarada. Fux resolveu pôr as suas celebradas habilidades de faixa-coral de jiu-jitsu para promover uma briga de rua institucional e dar um mata-leão na segurança jurídica.

(Reinaldo Azevedo)

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