Bolsonaro não pode ter
consumido, no final de 2022, toda a coragem que juntou para fugir para os
Estados Unidos antes do 8 de janeiro. Deve ter coragem armazenada para fugir de
novo. Bolsonaro vai precisar dessa coragem. Que deixe de negar que está sem
saída e se dedique ao plano de fuga, no melhor momento, que pode ser agora,
antes da condenação inevitável. Abaixo, uma lista de cinco motivos
encadeados para que fuja:
- Bolsonaro
não aguenta 580 dias de cadeia. Por que 580? Porque esse foi o tempo do
encarceramento de Lula. Bolsonaro, que será condenado a quase 40 anos, não
poderá ficar alguns meses preso, ou todo o sistema de Justiça seria
desmoralizado.
- Trump
pode até mandar recados de apoio, mas não tem interesse em se dedicar à
tentativa de sabotagem da Justiça brasileira. Suas preocupações são
outras, estão em Gaza, na Ucrânia, na Europa e na China.
- Tarcísio
de Freitas já foi assimilado pela velha direita como a melhor opção do
bolsonarismo moderado. Tem a bênção de Globo, Folha e Estadão, que podem
estabelecer apenas uma condição: que vá rompendo seus vínculos com a
família, mesmo que mantenha, por necessidade, conexões com algumas das
raízes e ideias básicas do bolsonarismo.
- A
aposta na eleição de uma turma forte para o Senado, em 2026, para cercar o
Supremo, pode ser a única estratégia política capaz de fortalecê-lo, se
tiver sucesso. Mas é arriscado ficar dependendo de uma situação que só
começaria a ter efeito daqui a dois anos.
- E esse
é o item com o pior prognóstico, feito inclusive por parceiros. Bolsonaro
preso valerá tanto quanto um Magno Malta solto. Na cadeia, e sem
perspectiva de libertação no curto prazo, será uma gambiarra que já
cumpriu sua função e não terá mais nenhuma serventia.
(Jornalista Moisés Mendes - Brasil
247)
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