26 outubro 2022

Sob Bolsonaro: CadÚnico ganha mais 10 milhões de pessoas na miséria

O Cadastro Único para programas sociais do governo federal, também conhecido como CadÚnico, registrou em setembro o maior número de pessoas em extrema pobreza no Brasil desde sua criação, em 2001. Ao todo, 49 milhões de brasileiros —ou 23% da população— afirmam não ter renda suficiente para sobreviver e precisam de auxílio governamental. Desde janeiro de 2019, quando teve início o governo de Jair Bolsonaro (PL), até setembro de 2022, o número de pessoas que vivem em extrema pobreza aumentou em 10 milhões. Em dezembro de 2018, eram 39 milhões de brasileiros nessa condição. Segundo classificação da legislação brasileira, estão na extrema pobreza pessoas que vivem em famílias com renda per capita de até R$ 105 por mês. É pela renda informada pelas famílias ao CadÚnico que o governo define quem tem direito a receber o Auxílio Brasil e outros benefícios sociais. Os dados completos podem ser vistos diretamente no site do governo federal, clicando aqui. "Há alguns pontos coincidentes na área econômica que ajudam a entender essa alta. Em 2020, o número somado de desempregados, desalentados e trabalhadores em tempo parcial era de 27 milhões, ou 4 milhões a mais do que no ano anterior. Esse número se mantém elevado nos anos recentes", afirma o professor Cícero Péricles, que também é pesquisador de economia popular da Ufal (Universidade Federal de Alagoas). Em termos proporcionais, o Norte e especialmente o Nordeste são as regiões onde há maior número de pessoas extremamente pobres. Os cinco estados que têm maior percentual de pessoas na miséria, em relação à população, estão no Nordeste: Piauí (46,5%), Maranhão (45,8%),Paraíba (40,8%), Bahia (40,1%) e Alagoas (39,5%).


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