Durante
audiência pública, ontem, na Câmara dos Deputados, o ministro de Minas e
Energia, Adolfo Sachsida, reforçou posição contrária ao congelamento de preços
dos combustíveis. E, apesar de tecer críticas ao modelo de precificação da
estatal, declarando-se a favor da privatização, ele afirmou que não existe a
possibilidade de haver intervenção federal na política da empresa.b"É
fundamental deixar muito claro para todos: o governo federal não tem como
interferir na política de preços da Petrobras. Os normativos legais, hoje,
impedem qualquer intervenção, de quem quer que seja", declarou o ministro.
Sachsida frisou que os preços são uma decisão da empresa. "Parte dessa
governança é importante, não podemos jogar toda uma história fora." A
Petrobras usa o Preço de Paridade de Importação (PPI) para definir o valor que
cobra dos distribuidores, considerando o preço dos combustíveis praticado no
mercado internacional, os custos logísticos de trazê-los ao Brasil e uma margem
para remunerar os riscos da operação. Como o preço no mercado internacional é
em dólares, a cotação da moeda também influencia o cálculo. A posição do
ministro contra intervenção na estatal vai no sentido oposto às atitudes do
governo. As declarações foram dadas após o presidente da Petrobras, José Mauro
Coelho, ter pedido demissão, na segunda-feira, após forte pressão política do
presidente Jair Bolsonaro (PL) e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
22 junho 2022
Reginaldo Monteiro

Administrador do Blog

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