14 maio 2022

Não mais que de repente: Questionamentos das Forças Armadas foram os primeiros em 26 anos de urna eletrônica

Pela primeira vez em 26 anos de uso das urnas eletrônicas, as Forças Armadas questionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o sistema de votação. Em fevereiro deste ano, o TSE respondeu, em 69 páginas, as dúvidas dos militares. Dois meses depois do envio das dúvidas, o Ministério da Defesa enviou sete sugestões, alegando que se acatadas, elevariam a segurança do processo de escolha dos eleitores. O TSE respondeu que o prazo para qualquer alteração se encerrou em outubro do ano passado e considerou que não foram apontadas vulnerabilidades relevantes para colocar em risco a integridade do voto. Por lei, as mudanças relacionadas às eleições ficam vedadas no período de um ano antes da votação. Uma das sugestões dos militares foi a realização de dois testes públicos de segurança, sendo um na esfera estadual, e outro na esfera federal. No entanto, a corte destacou que as urnas usadas para escolha de autoridades estaduais, como os governadores, são as mesmas usadas na votação para presidente da República. "Tendo em vista que já houve substancial aumento da amostra de urnas sujeitas ao teste de integridade nas eleições de 2022, trabalhando-se hoje com um nível de confiança superior a 99%, o Tribunal Superior Eleitoral não encontrou razões técnicas aptas a sustentar o acolhimento da presente sugestão ou recomendação", respondeu o ministro Edson Fachin, presidente do TSE, no documento encaminhado à pasta.


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