31 agosto 2020

SEM TRABALHO: Moradores de periferias temem fim do auxílio


Na casa de Alenice Maria Tigre, 40, e Gezuino de Abreu Tigre, 46, o dinheiro do auxílio emergencial tem sido a única fonte de renda garantida. O casal de autônomos vive com o filho de três anos em uma casa na comunidade da Travessa Bootes, no Novo Horizonte, bairro de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Gezuino é jardineiro e conserta máquinas; Alenice, diarista e cabeleireira. Para eles, o futuro a curto prazo sem repasse dos R$ 600 é fonte de preocupação, já que ambos ainda não conseguiram voltar a trabalhar como antes da pandemia. "Temos medo de perder o auxílio, porque não estamos trabalhando. Por enquanto a gente está dependendo dele", diz ela. "Quando aparece um bico, a gente faz. Mas apenas bico." O casal e outros 66 milhões de trabalhadores informais que contam com o benefício acompanham, de longe e com apreensão, as indefinições sobre a prorrogação e o valor do auxílio emergencial e a piora no mercado de trabalho. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes (Economia) e lideranças do Congresso não chegam a um consenso, o desemprego segue aumentando. Na sexta-feira (27), a Pnad-Covid, pesquisa do IBGE que busca dimensionar a situação do trabalho no país durante a pandemia, indicou que o desemprego avançou em 11 estados no segundo trimestre deste ano. Já são 12,8 milhões de desempregados que buscam trabalho e não encontram. Outros 5,7 milhões são qualificados como desalentados, que não buscam emprego porque acreditam que não vão encontrá-lo.

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