A Síndrome do Pânico (ou Transtorno de Pânico) atinge cerca de 4 % da
população, sendo que as mulheres têm de 2 a 3 vezes mais chances de desenvolver
o problema. O sintoma principal é uma enorme sensação de medo, pavor, acompanhados
de sintomas corporais bastante desagradáveis que incluem batedeira no coração,
tremores, aperto no peito ou falta de ar, sensação de irrealidade ou de estar
distanciado de si mesmo, tremores, calafrios, sensação de formigamento e medo
de morrer. Várias doenças orgânicas podem provocar crises de pânico, e é
imprescindível realizar avaliação com médico que tenha experiência com esse
problema, para assegurar que realmente não há uma enfermidade dando origem às
crises de pânico. Um médico psiquiatra reúne as duas condições para realizar um
diagnóstico preciso, já que, sendo médico, está habilitado a excluir as doenças
que podem gerar crises de pânico, assim como buscar ativamente os sintomas
mentais que confirmam o problema e instituir o tratamento adequado, por ser
especialista em transtornos emocionais, segundo informações da Associação
Brasileira de Psiquiatria. Baseado na compreensão dessa reação de alarme
comprometida, é possível adotar algumas medidas que podem ajudar quem sofre do
problema. Confira:
1. Não fique muito tempo sem se
alimentar. Qualquer pessoa que fique muito tempo
sem comer pode passar mal. Mas em quem sofre da Síndrome do Pânico, a baixa de
glicose pode desencadear ataques. O ideal é não passar mais que três horas sem
se alimentar. O tipo de alimento também conta. O ideal são alimentos de baixo
índice glicêmico, ou seja, que não sobem os níveis de açúcar no sangue abruptamente.
Trocando em miúdos, evite alimentos como doces, barras de cereais e bebidas
isotônicas, de atleta. Já frutas como maçã ou pera, entre outros, não fazem os
níveis de açúcar no sangue subir tão rápido.
2. Pare para respirar. Respirar de modo pausado, controlado, é um excelente meio de “avisar” o
cérebro que está tudo bem, que não há motivo para alarme. E o método é muito
simples. Inspire pelo nariz por uns dois segundos, segure o ar por um segundo,
e solte o ar pelo nariz ou pela boca no dobro do tempo que inspirou, neste
exemplo por quatro segundos. Para não ter que olhar no relógio, conte os
segundos acompanhado da palavra “mil”. Portanto inspire contando “um mil, dois
mil”, segure por um segundo (“um mil”) e solte o ar contando “um mil, dois mil,
três mil, quatro mil”.
3. Evite cafeína. A cafeína é um excitante, e como o próprio nome diz, pode excitar as
áreas do cérebro onde o pânico acontece, facilitando o aparecimento de crises.
Bebidas que contém cafeína e devem ser evitadas incluem o café, os chás preto,
verde ou mate, refrigerantes a base de cola, além dos alimentos e bebidas
energéticas.
4. Aprenda a distrair sua atenção. Boa parte da crise de pânico é gerada pela atenção exagerada aos
próprios sintomas. A dica é não ficar observando atentamente os sintomas
corporais, o que só aumenta a sensação de pânico. Aprenda a olhar o ambiente ao
seu redor, descrevendo em minúcias alguma coisa, como, por exemplo, tudo que
está em cima da mesa ou os tipos de carro que estão na rua. No momento da crise
essa capacidade de retirar a atenção dos sintomas é um recurso muito valioso,
capaz de reduzir bastante a crise.
5. Não acredite em tudo que passa pela
sua cabeça. Um dos principais problemas de que
sofre da Síndrome do Pânico é tornar uma catástrofe pequenos acontecimentos e
sensações do corpo. Aprenda a discutir com você mesmo, perguntando quais são as
provas de que essa catástrofe é mesmo real. No caso dos sintomas de pânico,
observe que você já teve crises antes, e que nenhuma delas revelou ser uma doença
grave realmente acontecendo. Em poucas palavras, aprenda a não confiar
automaticamente no primeiro pensamento que vem à cabeça nos momentos de tensão
e de crise. A Síndrome do Pânico pode ser muito bem controlada, possibilitando
às pessoas que procuram tratamento especializado mais de 90 % de melhora
significativa. Às vezes os bons resultados aparecem em poucas semanas de
tratamento, outras vezes levam mais tempo. O fundamental é procurar ajuda
especializada.