Um agricultor preso na quinta-feira, sob a suspeita de estuprar as cinco
filhas indígenas, não mostrou qualquer arrependimento ao prestar depoimento
ontem, informou a Polícia Civil do Amapá, na Região Norte do Brasil. Segundo os
agentes, ele contou que considerava os abusos sexuais ‘normais'. "Era
rapidinho, não fazia nada, não, era rapidinho", teria dito o cretino a
investigadores, segundo a Rede Amazônia de TV. Os crimes aconteciam numa propriedade rural
na cidade de Oiapoque, a cerca de 600 quilômetros da capital Macapá. As vítimas
têm 5, 6, 10, 12 e 14 anos, e o suspeito, 49. Divorciado da mãe das vítimas,
que é indígena, o monstro morava ainda com três filhos homens. A polícia suspeita
que o agricultor tenha dado um medicamento abortivo para a adolescente de 14
anos, após desconfiar de uma gravidez. Agentes explicaram que, num primeiro
momento, ele admitiu ter estuprado duas filhas. Porém, exames comprovaram que
as cinco meninas foram violentadas. O suspeito está preso, e as crianças estão
com a mãe. Ela é da etnia Karipuna, e a família vem recebendo apoio do Conselho
Tutelar e da Fundação Nacional do Índio (Funai). "O representante da Funai
apresentou a mãe da vítima e trouxe uma das filhas abusadas, que tem 12 anos.
Fizemos o exame de conjunção carnal que atestou o abuso, tanto o rompimento do
hímen, quanto fissuras anais. Após isso investigamos os demais abusos",
contou o delegado Charles Correa. Psicóloga, assistente social e conselheiros
tutelares estiveram na propriedade onde vivia a família. As mãos das crianças
chamaram a atenção do grupo, por conta dos ferimentos e calos. Elas trabalhavam
ajudando o pai na roça. "As meninas têm traumas e estão acuadas",
concluiu com o delegado.
(IG)