A Polícia Militar do Paraná usou
2.263 balas de borracha, 486 granadas de efeito moral e 449 granadas de gás
lacrimogêneo na ação contra professores que deixou 234 feridos em 29 de abril
no Centro Cívico de Curitiba. O custo do armamento utilizado na operação é
estimado em R$ 395.072. Os dados constam de ofício do comando da corporação
encaminhado ao Ministério Público de Contas do Paraná. A procuradora Juliana
Sternadt afirma que, em uma primeira análise, a ação da PM parece ter sido
desproporcional. — Todas as afirmações iniciais que foram feitas a
respeito da presença de black blocs no meio dos manifestantes e de ataques com
coquetéis molotov foram sendo descaracterizadas. Não ficou evidenciado nenhum
tipo de ameaça [aos policiais]. Em princípio, houve um excesso de força. No
ofício encaminhado ao Ministério Público de Contas, a corporação relata ainda o
gasto de R$ 553.277 com diárias de 855 policiais que deixaram cidades do
interior do Estado para reforçar a região da Grande Curitiba — houve
deslocamento de efetivo até de Foz do Iguaçu, a 637 km da capital paranaense.
Ao todo, segundo a PM, 1.661 policiais atuaram na operação. Os professores
protestavam contra projeto do governador Beto Richa (PSDB) que reduzia repasse
a pensões de funcionários públicos. O texto foi aprovado pela Assembleia
Legislativa no mesmo dia, em votação a portas fechadas.
(R7)