O
vereador Chapéu pode ter sido mal interpretado na última sessão da câmara municipal.
Se ali era ou não o lugar adequado para o desabafo que fez, para mim está
superado. Porque ao desabafar em plenário, ele fez questionamentos sem conotação
acusatória.
Chapéu
teve seu acesso ao recinto da Feira das Nações impedido, no mesmo local utilizado
por outras autoridades e convidados especiais. Ora, se outras autoridades e convidados
puderam, por que ele não? Foi oportuna sim, a intervenção do vereador, senão
vejamos:
Quem
barrou Chapéu? Um segurança.
Quem
mandou barrar? O coordenador do evento.
Segundo
o vereador, ao ser barrado, teve o cuidado de se dirigir ao prefeito para saber
se era procedente a ordem de terceiro em impedir o seu acesso ao recinto por aquele local.
Que resposta recebeu? Que estava valendo a decisão do coordenador.
Entretanto,
afirmou Chapéu em discurso, a pessoa que coordenou a Feira das Nações não é
servidor público, não é funcionário da prefeitura. E não é mesmo!
Estava
ali o X da questão. Ter alguém mandando a troco do que? Autorizado pelo
prefeito o coordenador estava. Mas em quais condições? Ao que entendi, é isso que o vereador Chapéu quer ver esclarecido.
Chapéu também falou de uma relação negocial entre esse coordenador e mais alguém de sua
família com a prefeitura desde 2008, para mostrar que a proximidade dele com o poder é madura, consistente.
Não
consigo enxergar absolutamente nada de errado quanto ao posicionamento do
vereador. Esclarecer é o que ele pretende e isso deve ser certamente, o
interesse dos demais colegas seus do legislativo, e da própria administração
municipal.
Mera coincidência, Zezé
Pegatin insinuou que o então coordenador da FENAP, o mesmo que mandou barrar
Chapéu, terá em breve um cargo de confiança na nova estrutura da
prefeitura. Nomeação de pessoal na administração municipal é da alçada exclusiva
do prefeito.
Reginaldo
Monteiro

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