Movimentos de resistência à onda antidemocrática
nos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump começam a ganhar força,
afirmou o colunista Jamil Chade no UOL News - 2ª edição hoje. O jornalista
relata que a sociedade americana, apesar da polarização, busca se reorganizar
diante do avanço autoritário.
Chade destaca que, historicamente, grande parte da
população americana nunca precisou lutar pela democracia, o que dificulta a
mobilização imediata. Ainda assim, ele observa sinais de organização social e
institucional contra as ameaças recentes.
A sociedade americana enfrenta uma crise
existencial profunda, marcada pelo desmonte do sonho americano e ascensão da
extrema direita, segundo o jornalista. Em seu novo livro, "Tomara que você
seja deportado", Jamil analisa como o fenômeno Trump acelerou a
radicalização política no país.
A desigualdade social e econômica é terreno fértil
para o extremismo nos Estados Unidos, avaliou o jornalista. Ele ressaltou as
diferenças regionais e as dificuldades em convencer populações historicamente
excluídas a defender a democracia.
Se a democracia nunca privilegiou ou chegou a
algumas regiões dos EUA, é muito difícil você convencer aquela população a
lutar por ela. Se eles são os abandonados e os grandes perdedores da
globalização, é muito difícil você dizer, 'olha, de fato, continue votando por
aqueles partidos que te abandonaram e não vote em um charlatão que vai destruir
realmente a democracia.

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