04 janeiro 2024

MBL e o ódios aos pobres: CPI contra Padre Júlio é a Igreja perseguida sempre que defende os sem-vez e sem-voz

O vereador Rubinho Nunes (União Brasil) diz ter o apoio de 30 colegas na Câmara Municipal de São Paulo para instalar uma CPI que investigue o trabalho de ONGs na Cracolândia. Quer que entre os primeiros interrogados esteja o padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua: (“Tenho mais de 30 assinaturas). Protocolei com 25, em 30 minutos no plenário eu já juntei 25 assinaturas. Agora, já tenho mais 30 para abrir a Comissão. Eu preciso de 28. Deve ser a primeira CPI do ano a ser instalada”. Precisar de 28 assinaturas para instalar uma CPI e dispor de 30 ou um pouco mais, não é garantia alguma de que na hora do vamos ver, sob pressão de todos os lados, parte dos vereadores que assinaram o pedido de criação não retire suas assinaturas. É comum acontecer. Vereador de primeiro mandato, ex-fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Nunes tentou em dezembro convocar o padre Júlio para depor por meio de uma frente parlamentar, mas o regimento da Câmara não lhe concedia tal poder. O padre atua junto a menores infratores, detentos em liberdade assistida, pacientes com HIV/Aids e populações de baixa renda e em situação de rua. Em 1991, fundou a “Casa Vida I” para acolher crianças portadoras do vírus HIV. O projeto teve como madrinha Diana, Princesa de Gales

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