A
audiência em que o juiz Eduardo Appio ouviu Rodrigo Tacla Duran foi
interrompida depois que o advogado que prestou serviços à Odebrecht denunciou
Sergio Moro e Deltan Dallagnol, por envolvimento num caso de extorsão. "Diante
da notícia crime de extorsão, em tese, pelo interrogado, envolvendo
parlamentares com prerrogativa de foro, ou seja, Deputado Deltan Dalagnol e o
Senador Sério Moro, bem como as pessoas do advogado Zocolotto e do dito cabo
eleitoral Fabio Aguayo, encerro a presente audiência para evitar futuro
impedimento, sendo certa a competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal,
na pessoa do Excelentíssimo Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, juiz natural
do feito, porque prevento, já tendo despachado nos presentes autos",
despachou o juiz, que é titular da 13a. Vara Federal de Curitiba, onde Moro
atuava. Tacla Duran diz que, em 2016, o advogado Carlos Zucolotto Júnior o
procurou para exigir 5 milhões de dólares em troca de benefícios num acordo de
colaboração. Na conversa, que Tacla Duran guardou através de um print de tela,
Zucolotto disse que acertaria os termos com DD (iniciais de Deltan Dallagnol). Um
mês depois, Tacla Duran fez uma transferência de 613 mil dólares para o
escritório de Marlus Arns. Tanto Zucolotto quanto Marlus Arns têm relação
profissional com Rosângela Moro. Zucolotto era sócio da esposa do então juiz e
Marlus atuava com Rosângela em casos da Apae e também e processos da chamada
Máfia das Falências.
(Brasil247)

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