02 outubro 2021

Meio ambiente: Sob Bolsonaro, Amazônia perdeu área de 3.300 campos de futebol por dia

A área desmatada da Amazônia nos mil primeiros dias do governo cresceu 74% em relação ao mesmo período anterior à posse de Jair Bolsonaro (sem partido) na Presidência. Nesse período, o desmatamento na Amazônia Legal consumiu uma área de 24,1 mil km², o que equivale a 3,3 milhões campos de futebol oficiais —ou 3.300 por dia. Nos mil dias anteriores, esse desmatamento foi pouco mais da metade do registrado sob Bolsonaro: 13,8 mil km². Os dados são do Deter (sistema expedito de alerta de desmatamento), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e foram levantados pelo Greenpeace a pedido do UOL. Os dados preocupam especialmente porque o Brasil vinha em uma longa sequência na década de reduções de queimadas e área desmatada, que voltaram a crescer sob o governo atual. Outros dados da era Bolsonaro também chamam a atenção: em 2019, houve um aumento de 30,5% dos focos de queimada em relação ao ano de 2018. Já 2020 apresentou um novo aumento: de 15,7% em relação ao ano anterior. Nem mesmo a mudança de ministro do Meio Ambiente, com a queda em junho de Ricardo Salles (que é investigado por facilitar a vida de madeireiros na Amazônia), mudou o cenário. No seu lugar, assumiu Joaquim Álvaro Pereira Leite, que era da Secretaria da Amazônia e Serviços Ambientais.


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