Do editorial da Folha de S.Paulo.
(…)
Apenas um
lorpa decidiria eleger Pequim como alvo no momento em que cooperação e boa
vontade são tão importantes. Ou alguém vil. Seja qual for o caso, tal indivíduo
existe e ora ocupa um dos mais importantes ministérios do Brasil, o da
Educação.
Abraham Weintraub
conseguiu reacender uma crise que estava contida após o presidente Jair
Bolsonaro conversar por telefone com o líder da ditadura chinesa, Xi Jinping,
na semana retrasada.
(…)
Weintraub
encontrou tempo para fazer troça de indisfarçável tom xenófobo ao modo como
parte dos asiáticos pronuncia palavras da língua portuguesa. Tudo isso para
questionar quem sairia ganhando mais da crise atual.
Não
satisfeito, ao ser ouvido sobre críticas da Embaixada da China, que
apontou racismo na manifestação, Weintraub subiu o tom.
Disse que
se desculparia caso Pequim vendesse mil respiradores a preço de custo —e
sugeriu que o país asiático escondeu informações ao mundo sobre a doença para
auferir lucro com equipamentos, além de ter escondido o número de ventiladores
que possui.
(…)
Não
satisfeito em comprometer o futuro do ensino nacional, o ministro se coloca
entre o Brasil e seu maior parceiro comercial. Trata-se de um caso clínico.
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