“Sou liberal e não sabia.” É a essa conclusão que grupos que se definem
como liberais no Brasil querem que seus interlocutores cheguem quando o assunto
é política. A nova onda de liberalismo no País, formada por grupos como Livres,
Movimento Brasil Livre (MBL) e Students for Liberty Brasil (SFLB), surge junto
com o desgaste das esquerdas e busca marcar espaço na direita brasileira, tendo
como estratégia principal se diferenciar do governo de Jair Bolsonaro. A razão
para isso é se afastar de qualquer associação a um radicalismo à direita, que é
como esses grupos entendem o pensamento conservador nos costumes. Essa agenda é
encampada pelo governo, seus aliados e apoiadores, que, depois da crise no PSL,
agora apostam na criação do partido Aliança pelo Brasil, com a defesa de Deus e
de armas, para sedimentar o bolsonarismo no País. A ressalva fica na área
econômica, já que, em geral, os grupos concordam com pautas como as reformas da
Previdência e a tributária. “Tem gente que é pró-mercado, a favor de um Estado
que interfere menos na vida das pessoas, a favor do casamento gay e da
descriminalização de drogas e que não sabia que isso tinha um nome. Defender a
liberdade por completo é possível”, afirmou o presidente do Livres, Paulo
Gontijo. Diretor executivo do Students for Liberty Brasil, André Freo vai na
mesma linha. “Muitos associam o liberalismo exclusivamente à economia, mas
vamos além. Defendemos a liberdade econômica com a liberdade individual.”
25 novembro 2019
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog

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