19 outubro 2019

UM CRIME, DOIS ACORDOS: Palocci delata crime duas vezes e Lava Jato "bate cabeça" em investigação


Antonio Palocci delatou o mesmo crime em dois acordos de delação premiada. O ex-ministro denunciou o suposto vazamento de informações sigilosas sobre mudanças na taxa básica de juros da economia brasileira em troca de benefícios na Justiça Federal do Paraná e, meses depois, relatou o mesmo caso em um acordo de colaboração homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal. O suposto vazamento de informações teria beneficiado o banco BTG Pactual. Por conta da delação de Palocci, o banco está sendo investigado pela operação Lava Jato. Como o ex-ministro falou do envolvimento do banco no vazamento duas vezes, em dois acordos de colaboração premiada diferentes, o BTG foi alvo de duas operações realizadas por equipes diferentes da Lava Jato em menos de dois meses. Ambas operações buscavam a apreensão de provas que comprovassem o favorecimento do BTG. A defesa do banqueiro André Esteves, sócio do BTG, foi ao Supremo reclamar da investigação de um mesmo crime em duas jurisdições diferentes, o que não é permitido por lei. Advogados chegaram a pedir a anulação da 64ª fase da Lava Jato do Paraná, o que pode comprometer a apuração de suspeitas sobre o banco.
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