Na tarde
desta segunda-feira (1), a seis dias do primeiro turno das eleições gerais, o
juiz de primeira instância Sérgio Moro quebrou o sigilo de parte da
delação premiada acordada por Antônio Palocci, em setembro de 2017, com a
Polícia Federal (PF). Palocci foi ministro da Fazenda durante o governo de Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) e ministro da Casa Civil durante parte do primeiro
mandato de Dilma Rousseff (PT), e foi condenado a 12 anos de prisão em junho do
ano passado. Para juristas, a ação do juiz pode ser considerada política e tem
a intenção de desmoralizar o Partido dos Trabalhadores (PT) às vésperas do
pleito. O candidato do PT, Fernando Haddad, está em segundo lugar nas pesquisas
de intenção de voto, com 25%, de acordo com a pesquisa CNT/MDA mais recente. Para
Gisele Cittadino, integrante da Associação Brasileira de Juristas pela
Democracia (ABJD) e professora do programa de Pós-Graduação em Direito da
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), a escolha da data
para a quebra do sigilo "chama a atenção". Para Pedro Serrano, professor de Direito
Constitucional na PUC-SP, o fato de os depoimentos terem sido feitos na
condição da delação premiada torna as denúncias fragilizadas. Ele também
questiona o que acredita ser um caráter político no Judiciário brasileiro, que,
na sua opinião, tem influenciado sistematicamente no processo eleitoral.
02 outubro 2018
Reginaldo Monteiro

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