11 julho 2016

POÇO SEM FUNDO: Delator diz que Cunha agia para favorecer Odebrecht em financiamentos

Em delação aos investigadores da Lava Jato, o ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto, afirmou que o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) era bastante próximo da empreiteira Odebrecht. O deputado pedia apoio a quase todas as operações de interesse da empresa. Segundo a Folha de S. Paulo, Cleto ocupou o cargo na Caixa por influência do grupo do deputado. Na delação, ele afirmou que Cunha recebeu R$ 42 milhões de propina da obra do Porto Maravilha, intervenção de reurbanização do Rio, tocada pelo consórcio formado por Carioca Engenharia, Odebrecht e OAS. Cleto confirmou que a a delação dos donos da Carioca Engenharia, apontava que o total da vantagem indevida no empreendimento foi de R$ 52 milhões, paga em 36 parcelas. O FI-FGTS aplicou R$ 3,5 bilhões nas obras do projeto, usando recursos do fundo de garantia dos trabalhadores. O delator contou, ainda, que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, chegou a cobrar rapidez no aporte para a obra. Porém, Cleto não falou na sua delação sobre uma possível participação do prefeito no esquema. Cunha é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal que investiga um esquema de corrupção envolvendo as empreiteiras e já foi denunciado por supostos desvios na Caixa.
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