15 novembro 2015

SILÊNCIO PESADO: Noite de sábado tem ruas desertas e bares vazios em Paris

Mesas vazias, ruas desertas, bares sem vida: um silêncio pesado toma conta da noite parisiense, normalmente das mais animadas, 24 horas depois dos piores atentados que a França já conheceu. Em meio ao marasmo, alguns poucos baladeiros resolvem desbravar este silêncio, para "continuar a viver". "Vamos curtir a noite até o sol raiar", avisa Jean Manuel Miquel de Flores, cantor e trompetista de 26 anos, que por nada desse mundo cancelaria seu show de música cubana. "Vamos tocar hoje, é simplesmente o nosso trabalho. Tenho certeza que o pessoal vai comparecer", afirma o músico, na frente de um bar situado na rua Oberkampf, do 11º distrito de Paris, o mesmo do Bataclan, onde ocorreu um massacre que custou a vida de pelo menos 89 pessoas que assistiam a um show de rock. Dono do bar onde Jean Manuel se apresenta, Majide Kerzazi também se recusa a ceder ao terror.  Não vamos dar razão a eles. Vamos mostrar que estamos vivos. Colocamos uma velinha em homenagem aos que se foram. A melhor forma de homenagear os mortos é continuar a viver. Não vamos sustentar a política do medo", opina. Apesar do espírito de resistência de Jean Manuel e Majide, o ambiente não está para festa. Muitos restaurantes e bares estão vazios. "Normalmente, estamos sempre lotados no sábado, com 300 lugares preenchidos. Mas veja só, agora, temos apenas dois clientes. As pessoas cederam ao medo. Vamos fechar às 20h30", lamenta Manseri Bachir, dono do Café de Paris. "Fechar? De jeito nenhum", garante Antoni Durand, gerente do pub La Mercerie. "Todo mundo está com medo, mas temos que manter a cabeça erguida", afirma, apesar da pouca afluência do seu estabelecimento no 'Happy Hour'. Do outro lado da rua Oberkampf, as portas do Nouveau Casino, boate que abre a meia noite, vão permanecer fechadas.
(globo.com)
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