Os
advogados responsáveis pela defesa do doleiro Alberto Youssef, preso pela
operação Lava Jato da Polícia Federal e apontado como um dos líderes de um
esquema de desvio de recursos em contratos da Petrobras, deverão adotar a
estratégia de que o doleiro foi apenas uma peça utilizada para dar sustentação
ao projeto de permanência do PT no poder. A afirmação foi feita pelo advogado
Antônio Augusto Figueiredo Basto, que representa o acusado, nesta sexta-feira
(23), e , segundo ele, a representação deverá ser apresentada à Justiça Federal
do Paraná na próxima terça-feira (27). "É um projeto de poder para
sustentação do PT. Não há dúvida disso. Vou citar isso na peça, claro. Não tem
dúvida. PT e a base aliada como PMDB, PP", disse Basto. "É a
corrupção sustentando um esquema de poder. Não há para mim a menor dúvida que
esse esquema é um grande sistema de manutenção de grupos políticos. Vamos
sustentar isso na nossa defesa. Meu cliente foi mera engrenagem. Não era a peça
fundamental do esquema. Não tinha esse poder para fazer com que o esquema
funcionasse ou deixasse de funcionar. O esquema só existiu porque havia vontade
política para fazer com que ele existisse", completou. Youssef é acusado
de comandar o “esquema” que teria desviado cerca de R$ 10 bilhões dos cofres da
Petrobras. Youssef, que fechou um acordo de delação premiada, lista que membros
dos três principais partidos da base governista, O PT, PMDB e PP, estariam
entre os beneficiários do esquema investigado pela Operação Lava Jato. A mesma
estratégia de defesa já vem sendo adotada pelos advogados do vice-presidente da
Engevix Engenharia, Gérson de Mello Almada. Em um documento apresentado á
Justiça, eles alegam que o esquema de corrupção na Petrobras foi montado para
cobrir o “alto custo das campanhas eleitorais". Almada foi preso pela
Polícia Federal em novembro do ano passado.
(Brasil247)