07 janeiro 2015

Em protesto, paraguaios são crucificados em frente à embaixada do Brasil

Uma forma de protesto inusitada tem se mostrado cada vez mais efetiva no Paraguai: a crucificação. E foi por meio dela que o governo do país concordou, nesta terça-feira (6), em se encontrar com ex-trabalhadores que exigem compensações financeiras por obras feitas na construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, entre os anos de 1974 e 1996. Ao longo de semanas, quatro homens e uma mulher tem ficado pregados a cruzes de madeira em frente à Embaixada do Brasil no Paraguai – a hidrelétrica, uma das maiores do mundo, é compartilhada pelos dois países. Uma sexta pessoa ainda seria submetida ao ato nesta terça-feira, mas ela voltou atrás após o ministro do Trabalho do país concordar em se encontrar com os insatisfeitos. A reunião ocorrerá em 26 de janeiro. Apesar disso, os cinco crucificados permanecerão como estão até que o grupo tenha suas demandas atendidas, diz o organizador do ato, Carlos Gonzalez. Ele afirma ainda que ao menos 20 pessoas estão preparadas para novas crucificações. "Estamos massageando os braços, músculos e costas dos que já estão nas cruzes para garantir que o sangue siga fluindo", explicou Gonzalez. O grupo afirma que cerca de nove mil trabalhadores precisam receber aproximadamente US$ 40 mil por serviços prestados ao longo dos 22 anos da obra, além de outros benefícios. Por meio de seu porta-voz, Abel Gimenez, Itaipu rechaça ter responsabilidade pelas dívidas, pois os trabalhadores foram contratados por empresas de construção terceirizadas.
(Último Segundo)
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