O Congresso Nacional analisa, nesta quinta-feira
(30), se mantém o veto integral do presidente
Lula ao chamado PL da Dosimetria. Na prática, o
projeto de lei permite a redução de penas de condenados por atos golpistas,
incluindo os ataques de 8 de janeiro de 2023. A proposta também pode
beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro
e aliados condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado pela
tentativa de golpe de Estado em 2022. Na
sessão conjunta do Congresso, deputados e senadores votarão separadamente. Para
derrubar o veto, são necessários ao menos 257 votos na Câmara dos Deputados e
41 votos no Senado.
O projeto
cria uma regra específica para a aplicação das penas de dois crimes contra a
democracia: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com pena de 4 a
8 anos de prisão, e golpe de Estado, com pena de 4 a 12 anos. Segundo
o texto, se os dois crimes forem cometidos no mesmo contexto, as penas não
poderão ser somadas. Nesses casos, a proposta determina a aplicação
do chamado “concurso formal de crimes”. Pela regra, vale a pena do crime mais
grave, acrescida de um sexto até a metade. A definição do aumento caberá à
Justiça.
30 abril 2026
Pura traição: O recado do governo a Alcolumbre após rejeição de Messias ao STF
O governo mandou um recado ao Senado após a rejeição de Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Coube ao
ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) de Lula, deputado
José Guimarães (PT), avisar que a Casa terá que “explicar” o resultado da
votação. O alvo da mensagem foi o presidente do Senado, Davi Alcolumbre
(União). Nos bastidores, a suposta movimentação do senador para barrar a
aprovação de Messias gerou críticas entre governistas. “Em nome do governo e do
presidente Lula, nós queremos saudar esse momento e dizer que aceitamos a
decisão do Senado. Cabe, portanto, ao Senado explicar as razões que levaram a
maioria a não aprovar uma das melhores indicações da República, o Jorge Messias,
para o Supremo Tribunal Federal”, disse Guimarães.
Justiça: “Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”, diz Mendonça
O
ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal
Federal (STF), foi o primeiro integrante da Corte a se manifestar publicamente
nesta quarta-feira (29) após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da
União, Jorge Messias, para uma ocupar uma vaga no STF. Em postagem nas redes
sociais, Mendonça disse que respeita a decisão do Senado, mas pondera que o
país perdeu a oportunidade de ter um “grande” ministro. “Respeito a decisão do
Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a
oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de
caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro
do STF”, declarou. O ministro, que também pastor presbiteriano, citou uma
referência bíblica para homenagear Messias. “Amigo verdadeiro não está presente
nas festas. Está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de
cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso
Brasil!”, completou.
Motivação política: Celso de Mello chama rejeição de Messias de infeliz, grave e injustificável
"Lamento, profundamente, a grave e
injustificável deliberação hoje adotada pelo Senado Federal", afirmou o
ministro aposentado e ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de
Mello, ao comentar a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a
vaga na corte. O indicado do presidente Lula (PT) no lugar de Luís Roberto
Barroso, que renunciou em outubro de 2025, foi rejeitado por um placar de 42
votos a 34. Messias é o primeiro nome não aprovado em 132 anos, quando o Senado
recusou indicação de Cândido Barata Ribeiro, escolhido pelo então presidente
Floriano Peixoto, em 1894. Para Celso de Mello, o atual AGU possuía
"estatura jurídica, a qualificação profissional e a trajetória
pública" condizentes com a aprovação, além de cumprir os dois requisitos
previstos na Constituição para investidura no cargo: notável saber jurídico e
reputação ilibada. Messias é, para o ex-presidente do STF, um jurista
"sério, preparado e experiente".
Senado: Jorge Messias é rejeitado para vaga de ministro do STF
Nesta quarta-feira (29), o Senado rejeitou a
indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para o cargo de ministro do Supremo
Tribunal Federal. Atual Advogado-Geral da União foi indicado pelo presidente
Lula para o STF e chegou a ter seu nome aprovado na Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ). A indicação de Messias foi anunciada por Lula há cerca de cinco
meses, mas a mensagem oficial com a indicação (MSF 7/2026) só chegou ao Senado
no início de abril. Ele foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga
deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso. No plenário do Senado, Messias foi
rejeitado por 42 votos a 34, sendo que o ministro precisava do apoio de ao
menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta. A votação foi secreta. A derrota
do indicado de Lula é a primeira desde 1894.
28 abril 2026
Malandro se ferrou: Justiça condena Russomanno a pagar R$ 50 mil por 'mentira' em reportagem
O apresentador Celso Russomanno e a Record foram condenados a pagar uma
indenização de R$ 50 mil a uma médica que foi alvo de reportagens no quadro
"Patrulha do Consumidor" em 2025. O juiz Victor Garms Gonçalves, 3ª
Vara Cível de Sorocaba, usou os termos "mentira" e "narrativa
falsa" na sentença ao se referir às reportagens. De acordo com o processo,
a emissora exibiu, em agosto do ano passado, uma reportagem sobre complicações
em uma cirurgia, levantando suspeita de que os materiais previstos no
procedimento (parafusos e placas) não haviam sido implantados na coluna do paciente.
Russomanno, que é deputado federal pelo Republicanos, disse na reportagem que
sua equipe havia analisado "todo o prontuário" e exibiu um laudo no
qual constava a legenda "parafusos foram usados?". O documento fora
apresentado como atual, mas era anterior à cirurgia. "A matéria insinuou
que os materiais cirúrgicos teriam sido 'pedidos e vendidos para terceiros',
imputação de caráter criminoso, lançada sem qualquer indício probatório e sem
oferecer à médica espaço para contraditório", afirmou à Justiça a advogada
Lilian Serdoz, que a representa.
27 abril 2026
Risco de arritmia grave: Anvisa manda retirar do mercado substância de xaropes para tosse
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
determinou a suspensão total de medicamentos que contenham a
substância clobutinol no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União
desta segunda-feira (27) e passa a valer imediatamente. A decisão atinge a
fabricação, importação, distribuição, comercialização, propaganda e uso desses
produtos —ou seja, retira completamente a substância do mercado. Segundo a
agência, a proibição se baseia em um parecer técnico da área de
farmacovigilância que identificou um risco relevante à saúde. De acordo com o documento, os
medicamentos com clobutinol podem provocar arritmias cardíacas graves, associadas ao prolongamento do
chamado intervalo QT —uma alteração na atividade elétrica
do coração que pode levar a desmaios e até morte súbita. No entendimento
da Anvisa, os riscos superam os possíveis benefícios terapêuticos da
substância, o que justifica a retirada. O clobutinol é um princípio ativo
utilizado principalmente em antitussígenos, medicamentos indicados para aliviar
a tosse. Ele costuma estar presente em xaropes e outros produtos voltados ao
tratamento de sintomas respiratórios.
24 abril 2026
Deputado malandro se ferrou: Zanin diz que decisão do plenário que manteve Couto no governo do RJ permanece válida
O
ministro Cristiano Zanin, do
Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (24) que o cargo
de governador do Rio de Janeiro deve seguir com Ricardo
Couto, que era presidente do Tribunal de Justiça do
Estado. A decisão se deu a partir de pedido ao ministro feito pelo PSD, partido
do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes,
pré-candidato a governador nas eleições de outubro. Na ação, o PSD pedia que
Zanin confirmasse decisão liminar do ministro, de março. Nesta sexta, Zanin
afirma que não precisaria proferir nova decisão além da de março, pois a
permanência de Couto no governo do Rio de Janeiro já foi determinada pelo
plenário do STF e permanece válida. O ministro diz ainda que a eleição de Douglas
Ruas (PL) para a presidência da Assembleia
Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) foi questionada também no Supremo e
poderá apenas produzir efeitos na Casa Legislativa, mas não altera a decisão do
plenário do Supremo.
Governo: Lula quer reduzir impostos para conter preços dos combustíveis
Os conflitos no Oriente Médio seguem
travando o comércio mundial e as consequências são visíveis no mercado
brasileiro com flutuações no preço dos combustíveis que refletem de imediato em
toda cadeia produtiva, como transporte rodoviário, alimentos e serviços. Diante
esse "ioiô", o Governo Federal protocolou no Congresso nesta
quinta-feira (24), um Projeto de Lei Complementar (PLP) que
estabelece um sistema de redução para os preços dos combustíveis no Brasil .
Segundo os ministros da Fazenda, Planejamento e Relações Institucionais da
Presidência, o mecanismo vai funcionar como um "colchão" e tem como
meio de execução a compensação tributária bimestral e vai atingir os tributos
da gasolina e
do etanol que
desde a instalação do conflito no Irã e reflexos no abastecimento do mercado
brasileiro, não tinham sido diretamente beneficiadas como o diesel. O
funcionamento dessa compensação será da seguinte forma: a cada dois meses o Ministério da Fazenda iria
fazer uma avaliação do volume a mais das arrecadações da União ligadas ao
aumento do valor do petróleo no mercado internacional. Esse valor
extra seria utilizado para subsidiar redução dos impostos de PIS / Cofins e Cide que
incidem sobre a gasolina e o etanol. Quanto maior a arrecadação, maior a
redução desses impostos.
Reginaldo Monteiro
Administrador do Blog
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