08 maio 2026

Maratona: Mordeu a língua quem falou que o governo Lula morreu

                                          

Mordeu a língua quem decretou a morte política precoce do governo Lula após a dupla derrota, com a rejeição de Jorge Messias ao STF e a derrubada dos vetos ao PL da Dosimetria. Campanha política não é corrida de 100 metros. É uma maratona. E o corredor mais experiente do páreo, de longe, é Lula. Do alto dos seus 80 anos, três mandatos e seis disputas à Presidência da República, o petista mostrou ontem que não é um pato manco, muito menos um idoso em campanha. Recebeu de Trump o antídoto para as críticas bolsonaristas, ao ser descrito como o "dinâmico" presidente do Brasil. Para desespero da oposição - que julga ter monopólio sobre Trump - foi a maior referência da direita internacional que resgatou Lula de uma das piores semanas do seu terceiro mandato, ao abrir uma brechinha na agenda para a visita do brasileiro. Lula se esbaldou. Sem anunciar acordos concretos com os americanos, trouxe na mala o que realmente interessava: a foto sorridente ao lado de Trump e elogios do presidente ícone dos conservadores. A equipe presidencial optou pela precaução. Cancelou a tradicional entrevista coletiva no Salão Oval para evitar cascas de banana. O que restou foi a versão dos ministros e do próprio Lula, que trataram de reforçar a imagem de altivez e soberania, longe da sabujice bolsonarista. Visitar um chefe de Estado não é sinônimo de entreguismo. É defender os interesses nacionais. "Cria no eleitorado em geral e na franja dos eleitores que não têm voto definido a ideia de que Lula é um estadista. É mais seguro seguir com ele do que com alguém desconhecido como Flávio Bolsonaro", afirma o cientista político Eduardo Grin.

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