Wilson
Botelho é um pastor evangélico da cidade de Divinópolis, em Minas Gerais.
Bolsonarista raiz e aliado do prefeito da cidade, Gleidson Azevedo (Novo), que
é irmão do Senador Cleitinho - outro bolsonarista de quatro costados - ele
exerce o seu papel de cidadão expulsando pessoas em situação de rua da sua
cidade.
Isso mesmo que você acabou de ler. Pastor Wilson é uma espécie
de xerife daquele condado mineiro, e não permite que pessoas permaneçam nas
ruas sem a sua permissão. O ungido do senhor foi convidado para uma sessão da
Comissão de Justiça, Legislação e Redação, na Câmara Municipal de Divinópolis,
onde a pauta visava encontrar soluções para as pessoas em situação de rua.
O evangélico iniciou a sua fala saudando a todos com a paz
de Jesus e distribuindo bênçãos em nome de Deus, para segundos depois
confessar, sem meias palavras e em plena casa parlamentar, que manda matar com
2 tiros na cabeça os moradores de rua que se recusam a sair da cidade.
O pastor Wilson é um desavergonhado cívico, um biltre evangélico, um cristão abutre que deveria ter saído preso desta sessão, se os parlamentares presentes não fossem omissos ou cúmplices com o seu discurso de ódio contra pessoas em condição de vulnerabilidade.
Em que pese a Câmara tenha emitido uma nota de repúdio assinada
pelo seu presidente, o vereador Israel da farmácia (Progressistas),
classificando as falas do pastor como "inaceitáveis, repugnantes e
incompatíveis com os valores de uma sociedade democrática”, cabe a esta mesma
Câmara providenciar a punição dos parlamentares que não se manifestaram durante
o culto ao nazismo ministrado por Wilson Botelho e suas dependências, e que foi
aplaudido ao seu final por boa parte dos desavisados presentes.

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