No mês de novembro, celebramos a Consciência Negra, sendo o dia 20
de novembro uma data para relembrar as lutas dos movimentos negros pelo fim da
opressão provocada pela escravidão. Essa data refere-se à morte de Zumbi,
importante líder do Quilombo dos Palmares, situado no Nordeste do Brasil.
O Dia da Consciência Negra também não nos deixa esquecer de que este país
é marcado pelos quase 350 anos de duração da escravidão e do tráfico das
populações negras da África para o Brasil.
Apesar dos 134 anos da lei que deu fim à escravidão, o racismo
continua presente nas estruturas sociais e institucionais deste país e é
manifestado pela falta de oportunidades para pessoas negras, por baixa
remuneração, pelas tentativas de apagamento da cultura e da participação
africana na construção da nação brasileira e pelo epistemicídio acadêmico de
negros e negras, entre outras formas de apagamento e de violência.
Ainda temos um longo caminho a trilhar, e devemos estar engajados
na luta pelo fim do racismo. É importante destacar algumas conquistas das
comunidades negras, especialmente no que concerne às ações afirmativas que têm
sido implementadas. A começar pela Constituição brasileira, de 1988, de cuja
construção vários atores da sociedade, incluindo os movimentos negros,
participaram ativamente, que traz medidas importantes para a promoção de
reparações à comunidade negra.
Neste dia Nacional da Consciência Negra, importante reafirmarmos o
compromisso em favor de uma sociedade justa, igualitária e que se empenhe
contra o racismo.
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