12 agosto 2023

Investigação: PF fala em 'conluio' e evidência que Bolsonaro 'determinou' desvio de joias

Com base em relatório da Polícia Federal, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concluiu que, por “determinação de Jair Bolsonaro”, mostrou-se um esquema criminoso para desviar presentes de alto valor recebidos pelo ex-presidente quando estava à frente do Poder Executivo brasileiro. Tais itens foram vendidos principalmente nos Estados Unidos, conforme a investigação que culminou na operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (11). Alexandre de Moraes afirmou que os valores obtidos com vendas dos presentes "ingressavam no patrimônio pessoal do ex-presidente da República". Moraes retirou, no fim da manhã, o sigilo da decisão em que autorizou a buaca e apreensão em endereços do general do Exército Mauro César Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens Mauro Cid; do tenente do exercíto Osmar Crievelatti, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e do advogado Frederik Wassef, que já defendeu o ex-presidente e seus familiares. No documento, Moraes trata o grupo de Jair Bolsonaro como organização criminosa. “Em período não delimitado do ano de 2023, nos Estados Unidos da América, Jair Messias Bolsonaro, Mauro Cesar Barbosa Cid, Marcelo Costa Câmara, Osmar Crivelatti, Mauro César Lourena Cid e outras pessoas não identificadas, uniram-se, com unidade de desígnios, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos recursos financeiros decorrentes da alienação dos bens desviados do acervo público brasileiro. Tais recursos ficaram acautelados e sob responsabilidade do general da reserva Mauro César Lourena Cid, pai de Mauro Cesar Barbosa Cid, e posteriormente transferidos, em dinheiro espécie, para a posse de Jair Messias Bolsonaro”, escreveu Moraes.

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