04 julho 2023

Após condenação do inelegível: Silêncio sobre Bolsonaro expõe racha na direita

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na última sexta-feira, de tornar Jair Bolsonaro inelegível por oito anos expôs a falta de unidade em torno dele, embora o ex-presidente seja tratado como a principal liderança de direita no país. Aliados próximos não escondem o incômodo em relação ao silêncio de figuras como o senador Sergio Moro (União-PR) e o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), diante da condenação do ex-titular do Palácio do Planalto por abuso de poder político e mau uso dos meios de comunicação. Advogado de Bolsonaro e ex-secretário de Comunicação Social da Presidência, Fabio Wanjgarten tentou minimizar a falta de manifestações públicas de apoio de alguns aliados emblemáticos, sobretudo nas redes sociais. Correligionário do ex-presidente, Cláudio Castro fez seu último aceno na véspera da condenação. Na ocasião, ele disse que a inelegibilidade de Bolsonaro aumentaria a sua relevância política. A tentativa de demonstrar apoio, no entanto, foi considerada “um equívoco” e “infeliz” pelo ex-titular do Planalto. Após a decisão do TSE, o governador não se pronunciou mais sobre o assunto. Governadores que estiveram no palanque com o ex-chefe do Planalto em 2022, como Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, também não lhe prestaram solidariedade de forma pública. Ambos têm mantido distância segura de Bolsonaro e investido em um bom relacionamento com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como mostrou o GLOBO. A ideia é estreitar o diálogo para conquistar mais recursos para seus estados e cacifar seus aliados nos próximos pleitos.

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