Em meio
ao impasse das
medidas provisórias (MPs), o presidente da Câmara, Arthur
Lira (PP-AL), e os líderes dos partidos na Casa aceitaram o retorno das
comissões mistas que analisam as MPs, desde que o Senado aceite que os
deputados estejam em maior número nesses colegiados. A proposta ainda vai ser
discutida com os senadores. A tramitação das medidas provisórias gerou uma
queda de braço entre Lira e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, e
preocupa o governo federal, que teme que o atrito atinja decisões consideradas
importantes pelo Palácio do Planalto, como a reestruturação das pastas
ministeriais e as novas regras para o Bolsa Família. Segundo o líder do PT na
Câmara, José Guimarães (CE), "não há outro caminho" além da volta das
comissões mistas. Ele disse que deve haver a construção de uma proposta que
agrade tanto os deputados quanto aos senadores. "Vamos levar o que
conversamos ao conhecimento do presidente [Lula] e tentar consolidar o
acordo. A questão do prazo e tamanho é um processo de entendimento entre
os dois presidentes. Não há outro caminho", comentou.
(g1)

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