23 setembro 2022

Estadão: Esquema de corrupção no MEC escondia propina no pneu de caminhonete

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro em março, autorizou dois pastores evangélicos negociarem, em troca de propina, contratos de obras federais de escolas. O dinheiro do acordo, de R$ 5 milhões, seria escondido na roda de uma caminhonete, segundo relatou um empresário do setor da construção civil ao jornal "O Estado de S. Paulo". O empresário Ailson Souto da Trindade relatou à publicação que a propina seria levada de Belém (PA) a Goiânia (GO), onde fica a sede da igreja dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. Santos e Moura são os pastores que, também segundo revelou o "Estado", em março, comandavam um tipo de gabinete paralelo no Ministério da Educação durante a gestão de Milton Ribeiro, mesmo sem ocuparem cargos oficiais na pasta. Prefeitos disseram à época receber cobrança de propina para que os pastores agilizassem a liberação de recursos federais. Em uma gravação obtida pelo jornal "Folha de S.Paulo", Ribeiro dizia que pedidos negociados pelos pastores tinham prioridade, em atendimento a uma solicitação do presidente Jair Bolsonaro. As suspeitas levaram à saída de Ribeiro do MEC. O ex-ministro negava ter envolvimento com irregularidades e o caso motivou a abertura de inquérito, que tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).


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