25 julho 2022

Educação rendida: Documento aponta que orçamento secreto prejudicou 18 programas do MEC

Apropriação pelo Congresso de verba que deveria ser gerida pelo Executivo, o orçamento secreto prejudicou ao menos 18 programas do Ministério da Educação (MEC). É o que aponta nota técnica obtida pela coluna com data de junho de 2020, ano em que o orçamento secreto foi gestado, após Jair Bolsonaro se render de vez ao Centrão para afastar a ameaça de impeachment. Redigido por técnicos especializados em orçamento, o documento expressa a preocupação com a redução da verba discricionária (aquela que pode ser manuseada com mais flexibilidade) por parte do MEC. E cita o orçamento secreto, chamado tecnicamente de emendas de relator-geral, como o “ponto de partida para a complexidade de gestão orçamentária da pasta”. Os técnicos afirmam que o orçamento secreto abocanhou “expressivos” R$ 3,656 bilhões da Educação em 2020, reduzindo verba discricionária do MEC para executar programas e políticas públicas. E fizeram um alerta sobre o que ocorreria em 2021 caso a tendência permanecesse: mais de 18 programas seriam prejudicados. No documento, os técnicos pediram incremento de R$ 6,9 bilhões para despesas discricionárias em 2021, para que os programas fossem minimamente executados, uma vez que essa verba ainda seria insuficiente. No entanto, a quantia foi aumentada em apenas R$ 1,1 bilhão, ficando em R$ 19,8 bilhões.


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