Governadores reagiram às declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação ao preço dos combustíveis. "Eu zero o [imposto] federal se eles zerarem o ICMS. Está feito o desafio aqui agora. Eu zero o federal hoje, eles zeram o ICMS. Se topar, eu aceito. Tá ok?", disse Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada nesta quarta-feira (5). A proposta não foi bem recebida nos estados. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) qualificou a proposta de irresponsável. "Se o presidente Jair Bolsonaro convidar os governadores para um diálogo franco, aberto, tecnicamente robusto, os governadores, provavelmente, aceitarão este diálogo. Mas a imposição aos governadores dos estados brasileiros de que cabe a eles a responsabilidade da redução do ICMS e, consequentemente, do combustível, é uma atitude populista e, ao meu ver, pouco responsável", afirmou Doria. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também criticou a posição do presidente. "Sou a favor da redução de impostos. Mas não sou irresponsável. Pequei um estado quebrado, com rombo de R$ 34,5 bilhões. Nesse momento, Minas não pode abrir mão de arrecadação. É triste, mas a realidade é essa", disse ele em seu perfil no Twitter. Por meio de nota, o governador do Maranhão, de Flávio Dino (PC do B), disse que aguarda deliberação do Congresso Nacional diante da proposta do governo Bolsonaro para reforma tributária no Brasil. O governador Reinaldo Azambuja (DEM), do Mato Grosso do Sul, já havia falado sobre o assunto em coletiva de imprensa na terça (4). Ele afirmou na ocasião que pretende evitar que os estados sejam "pegos de surpresa" com perdas na reforma tributária planejada pelo governo federal.
06 fevereiro 2020
Reginaldo Monteiro

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