A cúpula do Congresso
Nacional acompanha com lupa os movimentos do presidente Jair
Bolsonaro em relação ao projeto que estabelece novas regras eleitorais. Parlamentares ouvidos
avaliam que, se Bolsonaro vetar trechos considerados essenciais, poderá abrir
uma crise com o Poder Legislativo. Entre outros pontos, a
proposta cria um fundo eleitoral sem valor definido para financiar as campanhas
do ano que vem. Para alguns parlamentares, o presidente até pode vetar um
trecho ou outro do projeto sem grandes consequências para os trabalhos com o
Legislativo. Mas há preocupação com um eventual veto ao ponto tido como
fundamental: justamente o que trata do fundo. Deputados e senadores ouvidos repetem
que já tiveram o desgaste de se "expor" em nome da
"sobrevivência política", votando a favor do fundo mesmo à revelia da
opinião pública e apesar da crise nas contas públicas. Diante disso, esses parlamentares
argumentam que, se Bolsonaro vetar a criação do fundo, como defendem alguns
aliados, terão de lidar com um segundo desgaste: derrubar o veto mesmo diante
da possibilidade de novas críticas surgirem. Nos bastidores, o argumento é o de que a
eleição do ano que vem envolve mais candidatos, vai ser maior e, portanto,
precisa de mais recursos. Para valer em 2020, a lei precisa ser sancionada por
Bolsonaro até 4 de outubro. Inicialmente, os líderes partidários chegaram a
anunciar um acordo para manter o fundo com o mesmo montante da eleição de 2018 (R$ 1,7 bilhão), mas caberá à Comissão do Orçamento
fixar o valor.
20 setembro 2019
Reginaldo Monteiro

Administrador do Blog

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