O grupo de juízes Movimento
Magistratura Independente divulgou, nesta quinta-feira (16), uma nota de
repúdio contra as ameaças sofridas pela magistrada Diana Maria Wanderlei
da Silva, da 5.ª Vara Federal de Brasília. De acordo com o grupo, a juíza
"vem sendo sucessivamente agredida e ameaçada, por postagens em redes
sociais e aplicativos de mensagens." Segundo representantes do grupo, a
juíza vem recebendo ameaças por conta de uma mediação em uma audiência
de conciliação entre a o Ministério Público (PM), a União e o DNIT no dia
1º de maio. O MP propõe a instalação de 1.920 radares em pistas de
rodovias federais. A magistrada deu uma semana para as partes entrarem em
acordo, mas atentou à "grave situação de ausência de mecanismos
protetivos de segurança, inibidores de altas velocidades".
"A Administração Federal deve, juntamente com a colocação dos
radares, prever mais informações pedagógicas aos condutores", defendeu
a magistrada . A defesa dos radares pela magistrada
teria causado revolta em algumas pessoas, que passaram a ameaçar a xingar a
juíza nas redes sociais. O tema é bastante divisivo e muitas pessoas acreditam
que a instalação dos aparelhos serve para abastecer uma suposta " indústria da multa ". O presidente Jair Bolsonaro é um dos que defende a retirada dos
radares. Em março, ele anunciou a suspensão da instalação de mais de 8 mil
radares nas estradas do País. Segundo ele, o principal motivo da
colocação de radares é a arrecadação de recursos para os estados. O
presidente é também um adepto do termo "indústria da multa" e já o
utilizou diversas vezes. "Nós não queremos mais novos pardais no
Brasil, que visam a cobrança, a multagem eletrônica", declarou Bolsonaro.
17 maio 2019
Reginaldo Monteiro

Administrador do Blog

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