24 janeiro 2019

INVESTIGAÇÃO: Família Bolsonaro tem histórico de elogios a PMs ligados a milícias


As homenagens a policiais militares que viriam a ser acusados de integrar milícias e os discursos que minimizam a gravidade da atuação desses grupos paramilitares são de longa data na família Bolsonaro. O ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, 42, foragido desde terça (22) sob suspeita de chefiar milícias na zona oeste, foi homenageado pelo senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) em duas ocasiões. Em 2003, na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio), o então deputado estadual propôs uma moção de louvor por desenvolver sua função com "dedicação, brilhantismo e galhardia". "Imbuído de espírito comunitário, o que sempre pautou sua vida profissional, atua no cumprimento do seu dever de policial militar no atendimento ao cidadão", escreveu. Em 2005, o filho do presidente Jair Bolsonaro concedeu ao ex-policial a Medalha Tiradentes. Na justificativa, entre outras razões, o então deputado estadual escreveu que Nóbrega teve êxito ao prender 12 "marginais" no morro da Coroa, no centro, além de apreender diversos armamentos e 90 trouxinhas de maconha. Salema, que já foi comandante de batalhões da PM em Niterói e São Gonçalo, participou de diversas carreatas pela zona oeste do Rio ao lado do senador eleito. Em 2016, ele aparece em vídeo em um evento, ao lado do então deputado federal Jair Bolsonaro, a quem chamava de "nosso presidente". Na ocasião, Flávio Bolsonaro, que participava da reunião ao lado do pai e era pré-candidato à Prefeitura do Rio, também foi homenageado pelo comandante do 12° BPM (Niterói). O presidente Jair Bolsonaro, quando deputado federal, chegou a proferir críticas à CPI das Milícias, realizada pela Alerj. 
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