A presidente da Comissão Especial sobre
Mortos e Desaparecidos Políticos, a procuradora regional da República Eugênia
Gonzaga, disse que o Brasil ainda não "passou a limpo" o período da
ditadura militar no país, que vigorou entre 1964 e 1985. Ao comentar o
documento confidencial da CIA (Serviço de Inteligência dos Estados Unidos) que
revela que o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) autorizou a execução
sumária de militantes opositores ao regime, ela disse também que o país ainda
vive em "total negação" do período. “Tudo isso é dolorido e ao mesmo
tempo vergonhoso, porque demonstra que o país não passou a limpo esse período.
A gente ainda vive em uma situação de total negação desse período, de
ocultação”, disse Eugênia. "É uma comprovação bastante forte que a
tortura, a política de terrorismo de estado, era realmente autorizada pelo mais
alto escalão, não era simplesmente um exagero da 'turma do porão', como eles
chamam os agentes da repressão”, disse a procuradora. “São provas importantes
de que realmente havia uma política de Estado de exterminação dessas possíveis
oposições, uma política de também acobertar a verdade do período. Por exemplo,
a morte do delegado Sérgio Fleury não é explicada até hoje, mas nitidamente ali
é uma queima de arquivo. Então temos, no período do general Geisel, uma prova
de que ele realmente autorizava que essas pessoas emblemáticas fossem
exterminadas”, acrescentou.
13 maio 2018
Reginaldo Monteiro

Administrador do Blog

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