A Polícia Federal iniciou no início deste mês uma
investigação sobre supostas irregularidades nas contas de campanha da
presidente Dilma Rousseff nas eleições do ano passado. O
inquérito foi aberto no último dia 7 de outubro a pedido do ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base em
suspeitas levantadas na Operação Lava Jato. As contas, que relacionam receitas
e despesas de campanha, foram aprovadas com ressalvas em dezembro do ano
passado, mas, em agosto, Mendes pediu à PF e à Procuradoria Geral da República
novas apurações. Para o ministro, há suspeita de que parte do dinheiro desviado
de contratos da Petrobras foi devolvido em forma de propina ao PT por meio de doação de campanha ao
partido e à campanha presidencial. Ele também vê indícios de lavagem de
dinheiro e falsidade ideológica, que poderiam, na avaliação dele, levar à
abertura de ação penal. Na época dos pedidos, a defesa da campanha de Dilma
afirmou que as contas aprovadas pelo TSE mostram que a prestação está dentro da
legalidade "e a suspeita levantada pelo ministro, de que doações oriundas
de empresas investigadas pela Operação Lava Jato sejam decorrentes de
corrupção, é frágil”. Na avaliação dos advogados da legenda, "as mesmas
suspeitas deveriam recair sobre todas as campanhas que receberam doações dessas
empresas". Nesta sexta, o coordenador jurídico da chapa de Dilma, Flávio Caetano,
disse em nota que a campanha ocorreu dentro da legalidade. "A campanha
presidencial da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014 foi conduzida
absolutamente dentro da legalidade. Todas as doações recebidas foram legais e
devidamente registradas na prestação de contas que foi aprovada por unanimidade
pelo Tribunal Superior Eleitoral", afirmou.
(globo.com)
