30 junho 2026

São Paulo: MP processa influencer que disse que “pobre não devia votar”

Ministério Público de São Paulo (MPSP) entrou com uma ação civil pública contra o influenciador Léo Marcondes, que se apresenta nas redes sociais como treinador financeiro, por falas consideradas aporofóbicas contra pessoas pobres, ou seja, aversão a elas. Na ação, a Promotoria de Direitos Humanos da Capital pede que a Justiça determine a retirada de um vídeo publicado no Instagram, remova o perfil do influenciador da plataforma e condene Marcondes ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos e dano social. A empresa Meta, dona do Instagram, também é alvo da ação. O pedido inclui a preservação dos dados da conta para fins de prova e a obrigação de impedir novas publicações com conteúdo aporofóbico. A Promotoria também quer que o influenciador seja obrigado a participar, no prazo de um ano, de um curso sobre inclusão social, com carga mínima de 30 horas e abordagem específica sobre aporofobia, termo usado para definir hostilidade, desprezo ou discriminação contra pessoas pobres. A publicação citada na ação foi ao ar em 26 de dezembro de 2025. No vídeo, segundo o Ministério Público, Marcondes afirmou que “pobres não deveriam votar” e que “pobre quer tirar vantagem em tudo”.

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