30 junho 2026

Esporte como arma: Trump repete táticas de Hitler e do nazismo na Copa

Estudando o passado, é fácil entender quais acontecimentos ficam marcados na história da humanidade. Quando o mundo ainda está passando por eles, no entanto, alguns pesos passam despercebidos entre os dias comuns que juntam acontecimentos que, um dia, serão estudados pela história - e a Copa do Mundo de 2026 está cheia deles. Mesmo antes da abertura e do primeiro jogo na quinta-feira, 11, a política internacional já colocou a Copa em um panorama de guerras, países e conflitos que dificilmente será esquecido no futuro. Principal país-sede da edição, ao lado de México e Canadá, os Estados Unidos chegam ao Mundial sob o governo de Donald Trump e em meio a uma série de decisões migratórias, diplomáticas e de segurança que atingiram delegações, torcedores, profissionais de imprensa e até membros da arbitragem. Restrições à delegação do Irã, revogação de ingressos destinados a torcedores iranianos, interrogatório de um dos principais jogadores do Iraque, deportação de um fotógrafo da seleção iraquiana e veto à entrada de um árbitro somali escalado pela Fifa para o torneio são apenas exemplos de acontecimentos que colocaram o país no centro de uma tensão entre duas lógicas - a da Copa como festa global e a da fronteira como instrumento de controle político.

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