No dia seguinte ao rebaixamento da nota
do Brasil pela Standard & Poor’s, o PMDB gravou seu programa nacional, que
irá ao ar em rede nacional de rádio e TV no dia 24 com o slogan “O Brasil está
pronto para acertar as contas com a verdade”. O filme mostra o vice-presidente
Michel Temer à frente de um time de ministros, governadores e parlamentares e
com um discurso de que é preciso ajudar o país. Parte das gravações foi feita
no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice. Outros nomes do partido, como
o presidente da Fiesp, Paulo Skaf –um dos mais críticos ao governo, aparecem no
programa. A fala de Luiz Pezão atribui à “instabilidade política” a crise
econômica. “Sem definição, sem rumo, sem saber o que fazer e para onde ir, o
país fica à deriva”, diz o governador fluminense. Coordenadores do movimento
pró-impeachment de Dilma Rousseff se reuniram com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) após
o lançamento do grupo, nesta quinta. O presidente da Câmara sinalizou que não
vai “sentar em cima” dos requerimentos pela saída da presidente - entre eles o
protocolado por Helio Bicudo, que foi abraçado pelo grupo. Cunha já recebeu
pareceres jurídicos da Casa sobre as petições consideradas menos consistentes -
e deve arquivá-las em breve. O peemedebista também pediu à equipe jurídica
análises sobre a tramitação dos pedidos caso ele negue a abertura. Quer estar
“100% seguro” do caminho que os recursos seguirão antes de tomar a decisão. Um
dos processos que Cunha pediu para analisar é o pedido negado por Michel Temer
(PMDB-SP), então presidente da Casa, contra FHC em 1999. Cunha tem dito que sua
expectativa é que o lobista Fernando Baiano confirme, em sua delação, o
depoimento de Julio Camargo, que o acusa de ter recebido US$ 5 milhões de
recursos desviados da Petrobras. Para interlocutores do peemedebista, Baiano
foi pressionado a envolver Cunha para ter a delação aceita, e a única forma
seria confirmar a fala de Camargo.
(Notícias ao Minuto)
