A cidade
japonesa de Nagasaki lembrou hoje o 70º aniversário do bombardeio atômico, com
uma cerimônia em que foi defendido o caráter pacifista da Constituição perante
a reforma militar em curso promovida pelo Governo. Os sinos soaram às 11h02
(hora local), hora em que foi lançada uma bomba atômica com núcleo de plutônio
(batizada de "Fat man") sobre a cidade portuária, durante um memorial
realizado no Parque da Paz. Participaram representantes dos governos central e
local e de um universo de 76 países, bem como "hibakusha", nome pelo
qual são conhecidos no Japão os sobreviventes dos bombardeios. Na cerimônia, o
presidente da Câmara de Nagasaki, Tomihisa Taue, proferiu um discurso, no qual
apelou ao Governo que lidere os esforços com a comunidade internacional para
pôr fim à proliferação nuclear, e criticou a reinterpretação da Carta Magna
impulsionada pelo primeiro-ministro, Shinzo Abe. "Muitas pessoas se
questionam se o princípio pacifista do Japão, que impede de nos envolvermos em
qualquer guerra, está sofrendo erosão devido a esta iniciativa", afirmou o
autarca, em referência ao artigo 9º da Constituição.
(Notícia ao Minuto)
