A Polícia Federal (PF) deflagrou a 15ª fase da
Operação Lava Jato na manhã desta quinta-feira (2) no Rio de Janeiro e em Niterói. Foram cumpridos cinco
mandados judiciais, sendo quatro de busca e apreensão e um de prisão
preventiva. O preso é o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada. O foco desta
fase, conforme a PF, é o recebimento de vantagens ilícitas no âmbito da
diretoria da Petrobras. A operação foi batizada de Conexão Mônaco. Os crimes
investigados nesta fase são corrupção, fraude em licitações, desvio de verbas
públicas, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, segundo a PF. O ex-diretor
foi detido no Rio de Janeiro, em casa, e será encaminhado para a carceragem da
PF em Curitiba até o fim da tarde desta quinta-feira,
ainda de acordo com a PF. Zelada foi citado pelo ex-diretor de
Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa como um dos
beneficiários do esquema de corrupção na estatal. Pedro Barusco, o ex-gerente
de serviços da Petrobras, também mencionou Zelada ao explicitar a mediação de
Renato Duque, que atuava na diretoria de Serviços da estatal, no esquema de pagamento
de propina. Duque está preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba e Costa é
delator do esquema e cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro. Zelada foi o
sucessor de Nestor Cerveró e atuou na área Internacional da Petrobras entre
2008 e 2012. Cerveró também está preso no Complexo Médico-Penal.
(globo.com)