A grande imprensa, a partir de
junho, começou a alardear a todo momento que a inflação estava descontrolada e
que já havia extrapolado a meta de 2014, que é de 6,5%. Essa
informação era usada insistentemente, especialmente por Aécio Neves, para
convencer seus eleitores de que o governo Dilma seria completamente
incompetente na área econômica. Muitos acreditaram. O problema era a velha
mágica dos números. Você pega os dados reais e os apresenta aos público de uma
maneira que pareçam refletir uma realidade terrível. No caso da inflação,
estavam apresentando à população a inflação acumulada nos últimos 12 meses e
não a inflação acumulada em 2014. Somente poder-se-ia afirmar que a inflação
estourou o teto da meta, se ao longo de todos os meses do ano, a inflação
acumulada já tivesse ultrapassado a meta. Em junho, por exemplo, a inflação dos
últimos 12 meses chegou a 6,52%, mas a inflação acumulada no ano estava em
3,75%, ou seja, ainda bem abaixo da meta. É claro que, se a inflação
continuasse no ritmo em que estava nos primeiros 6 meses do ano, ela chegaria a
7,5% no fim do ano, o que seria acima da meta. Mas não é o que vem ocorrendo. O
ritmo de crescimento da inflação caiu. Apesar do avanço em relação a 2013, quando a taxa chegou a 5,91%, a inflação ficou abaixo do teto da meta do
Banco Central, de 6,5% ao ano. Os números foram divulgados nesta sexta-feira
(9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última previsão feita pelo
Ministério da Fazenda foi de IPCA acima de 6,4%, "mas sem estourar
meta". Em 2014, os gastos relativos à habitação subiram 8,80%, depois de
avançar 3,4% no ano anterior, influenciados pela energia elétrica, que ficou
17,06%, em média, mais cara. Em 2013, o valor da tarifa havia recuado 15,66%.
Apesar de não terem registrado a maior taxa entre os grupos de gastos
analisados, os alimentos exerceram o maior impacto no IPCA, subindo 8,03%, um
pouco abaixo do índice de 2013. As carnes foram as grandes vilãs da inflação no
ano passado, com alta de 22,21%. Outros alimentos subiram mais, no entanto, por
terem peso menor no cálculo do IPCA, contribuíram menos com a alta. Esse é o
caso do açaí (29,73%) e da cebola (23,61%).
09 janeiro 2015
Reginaldo Monteiro

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