10 setembro 2013

PEDERNEIRAS: O engodo do plano de cargos e salários


Antes da eleição vem a enganação. Após, vento à realidade.

Sabe-se que para tirar do papel - e da promessa -, a construção de um Plano de Cargos e Salários requer planejamento estratégico, definição de metas, mas, sobretudo, VONTADE POLÍTICA. A ex-prefeita de Pederneiras, como se sabe, por duas eleições teve como bandeira de campanha o plano de cargos e salários dos servidores municipais. Na eleição do que ai está, o mesmo lenga-lenga escrito numa folha de papel que apelidaram de programa de governo. Promessas, promessas, promessas. Para ser mais direto, foi tudo balela pura!

Nem a outra antes, tampouco o atual, se importam com mecanismos de evolução funcional (tempo de serviço público; tempo no cargo; títulos; avaliação de desempenho; concurso de acesso; etc). Também não estão nem ai para a estrutura salarial da prefeitura ( diferenciações salariais entre diferentes cargos e atribuições;  mecanismos de evolução dentro da carreira profissional; possibilidades de aumentos salariais por promoção/progressão/evolução funcional; diferenças salariais entre as posições na tabela salarial, para exemplificar).

A falta de sensibilidade e visão administrativa não permitem que pseudo-administradores enxerguem que um bom plano de cargos e salários estimula e motiva  as pessoas, além de ser um direito de todos os servidores e gerar equilíbrio e justiça.

Mas para que plano de cargos e salários, se podem mentir aos servidores, se insistem em manter em carteira valor inferior ao mínimo nacional, se podem deixar gente trabalhar desprotegia e em total insegurança, se podem deixar de fazer concurso para substituir profissionais por afilhados-compadres-apoiadores em cargos de confiança, se alegam dificuldades de toda ordem mas assumem dívida deixada por quem dizia que a casa estava em ordem?

Os funcionários vivenciam a situação e sabem até quando devem esperar. Embora a entidade que deveria representá-los tenha uma atuação nula, mecanismos de pressão eles sabem que existem. Quando entenderem que devem, os servidores lutarão. 

As armas podem ser o alerta, a operação-tartaruga, a paralisação. Mas nenhuma dessas será tão eficiente quanto a mobilização para as eleições que se aproximam, em 2014, arrebanhando votos contrários a quem já mentiu, enganou e iludiu os servidores municipais.

Reginaldo Monteiro
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