Na reunião de ontem da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Bauru, membros do Conselho Gestor do Pronto-Socorro Central (PSC) denunciaram suposta irregularidade cometida por médicos da unidade e, principalmente, do Pronto-Atendimento Infantil (PAI). Profissionais bateriam o ponto de entrada, mas sairiam logo em seguida, retornando ao trabalho algumas horas depois. Os vereadores vão apurar a denúncia classificada por eles como “gravíssima”. Contudo, o coordenador do conselho, Ricardo Barbosa, não apresentou elementos que comprovassem sua declaração nem citou nomes de profissionais que burlassem o cumprimento das escalas médicas. Questionado por Paulo Eduardo de Souza (PSB), Raul Gonçalves Paula (PV) e Telma Gobbi (PMDB) – membros da Comissão de Saúde -, Barbosa reafirmou que a prática existia. “Não vou ser hipócrita. Batem um ponto e, se tem alguma coisa para fazer, saem e voltam algum tempo depois”. O coordenador do Conselho Gestor disse ainda que, para comprovar suas afirmações, basta fazer o comparativo com os registros de ponto dos médicos e os horários dos prontuários dos pacientes atendidos por eles. “Como administrador, era o que eu faria para apurar isso”, disse em entrevista ao Jornal da Cidade.
JCnet

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