25 abril 2018

ESTOCADA SEM DÓ: STJ aceita ação de Jean Wyllys contra desembargadora que difamou Marielle


A ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), aceitou uma queixa-crime apresentada pelo deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) contra a desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Marília responderá judicialmente pelo crime de injúria majorada por ter sugerido, em uma rede social, “um ‘paredão’ profilático” para que o deputado fosse fuzilado, “embora não valha a bala que o mate e o pano que limparia a bagunça”. Após a instauração do processo, a desembargadora terá quinze dias para se manifestar. A pena para o crime de injúria é de um a seis meses de prisão. Trata-se da mesma magistrada que após o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) compartilhou, também em seu perfil na rede, notícias falsas de que a parlamentar morta tivesse sido “eleita pelo Comando Vermelho” e que fosse “engajada com bandidos”. Posteriormente, divulgou nota oficial em que afirmou ter se precipitado. A divulgação da fake news sobre a vereadora fez com que o perfil de Marília fosse vasculhado, quando se encontraram outras mensagens polêmicas, como a fala a respeito do deputado Jean Wyllys e as críticas a uma professora portadora de síndrome de down.
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