18 fevereiro 2019

PAULO MARINHO: Aliado vê com maus olhos atuação de filhos de Bolsonaro


Suplente de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no Senado, o empresário Paulo Marinho afirmou neste domingo (17) que vê as atuações dos filhos do presidente Jair Bolsonaro em assuntos de governo "com maus olhos".  "Vejo como todo mundo: com muito maus olhos. Mas filho é filho, né?", afirmou à jornalistas ao deixar o hotel onde esteve hospedado com o ministro Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral) nos últimos dias, em Brasília. O ministro, que deve ter sua exoneração publicada nesta segunda (18), é pivô de uma crise que tem como um dos personagens centrais Carlos Bolsonaro, o filho do presidente que é vereador no Rio de Janeiro e seu desafeto desde a campanha. 
    

TRABALHO INFANTIL: Auditores resgatam 1,8 mil crianças e adolescentes em 2018


Equipes de auditoria fiscal do trabalho resgataram em 2018 mais de 1,8 mil crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Foram cerca de 7,7 mil operações no decorrer do ano. Os tipos de trabalho infantil mais comuns encontrados nas ações de fiscalização são atividades em lava-jatos, oficinas mecânicas e borracharias. Auditores encontraram menores em funções consideradas prejudiciais à moralidade – como a venda a varejo de bebidas alcoólicas. Do balanço de 2018 veio a constatação que muitas crianças e adolescentes são expostos ao trabalho com o uso de instrumentos ou ferramentas perfurocortantes, sem proteção adequada capaz de controlar o risco. Atividades com levantamento, transporte, carga ou descarga manual de pesos acima dos limites legalmente estabelecidos também foram detectados.
    

BRUMADINHO: Número de mortos sobre para 169


O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atualizou para 169 o número de mortes em decorrência do rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho. Ontem, a corporação informou que dois corpos foram retirados da lama de rejeitos nos últimos dois dias. Fragmentos de corpos também foram localizados pelas equipes nas últimas horas. De acordo com boletim da Defesa Civil do estado divulgado hoje (17), todos os óbitos já foram identificados. A tragédia na mina Córrego do Feijão, nos arredores da capital Belo Horizonte, deixou ainda 141 pessoas desaparecidas - entre funcionários da mineradora, terceirizados que prestavam serviços à Vale e membros da comunidade. As buscas seguem na cidade desde o rompimento da barragem da mineradora Vale, no dia 25 de janeiro. Os rejeitos invadiram áreas da Mina do Córrego do Feijão, onde a estrutura estava, e das proximidades, deixando um rastro de mortes e destruição.
    

RIO: Confusão com torcida do lado de fora do Maracanã deixa 29 feridos


O Vasco conquistou neste domingo a Taça Guanabara - o primeiro turno do Campeonato Carioca -, mas a vitória de 1 a 0 sobre o rival Fluminense tornou-se secundária. O resultado foi ofuscado pela confusão que marcou a partida do lado de fora do estádio do Maracanã, com bombas de efeito moral, tiros com munição de borracha e cargas de cavalaria do PM. A ação policial resultou em pelo menos 29 feridos. O tumulto aconteceu porque uma decisão judicial, tomada de madrugada - quando 30 mil ingressos já tinham sido vendidos - inicialmente impediu que o público entrasse. A entrada só foi liberada às 17h30, quando a partida já tinha passado da metade do primeiro tempo.
    

LULA: 'Não reconheço a sentença', diz sobre condenação na ação do sítio


“Não reconheço a legitimidade dessa sentença, sou inocente e, por isso, vou recorrer." A declaração foi feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após ser intimado sobre sua nova condenação, a 12 anos e 11 meses de prisão, na ação envolvendo o sítio em Atibaia. O petista assinou o documento às 15h50 de sexta, 15. O ex-presidente foi sentenciado pelos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro por supostamente receber R$ 1 milhão em propinas por meio de reformas no sítio, que está em nome de Fernando Bittar, filho do amigo de Lula e ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar. Segundo a sentença, as obras foram custeadas pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin. A pena, proferida pela juíza Gabriela Hardt é maior do que a imposta pelo ex-juiz federal Sérgio Moro. Em julho de 2017, o então magistrado da Lava Jato condenou o ex-presidente no caso triplex a 9 anos e seis meses de prisão.
    

EMOÇÕES EM ALTO MAR: Roberto Carlos troca azul por rosa e opina sobre porte de armas

Roberto Carlos, 77, que surpreendeu ao aparecer na coletiva de imprensa de seu cruzeiro Emoções em Alto Mar usando uma camisa rosa, na tarde deste domingo (17), não fugiu nem das perguntas mais espinhosas dos jornalistas.  'Estou tentando fugir um pouco do azul porque já estava enjoando, e estou vestindo rosa porque me garanto muito como homem', explicou. Questionado sobre a sua opinião sobre a flexibilização do porte de armas, ele disse que provavelmente decepcionaria algumas pessoas. "Vivemos uma guerra com um lado armado e outro desarmado que é o nosso. Mas para se ter uma arma é preciso critérios muito rígidos." Ele contou que seu pai tinha uma arma em casa e essa era a forma dele de proteger a família. O objeto ficava trancado em uma gaveta. O cantor também fez um balanço do projeto Emoções em Alto Mar, que está em sua décima quinta edição.

    

PREVIDÊNCIA: Sindicatos querem reduzir idade mínima e ampliar transição


Uma estratégia para alterar o texto da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados está sendo montada por sindicalistas que defendem a diminuição da idade mínima para aposentadoria e um prazo maior para o tempo de transição. De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, membros de sindicatos planejam fazer, na próxima semana, uma incursão nos gabinetes dos deputados para convencê-los a incluir emendas na proposta do Planalto. Segundo destaca a publicação, uma das principais preocupações do governo em relação à reforma é a força do lobby de entidades que representam servidores públicos. Membros do Planalto recordam que elas tiveram papel importante na formação da oposição ao projeto de Michel Temer. No entanto, políticos e técnicos do governo com trânsito no funcionalismo preveem fazer uma imersão nessas entidades para convencê-las a apoiar a reforma de Bolsonaro.
    

RÁPIDO FEITO AZOUGUE: Clã Bolsonaro dá adeus ao PSL e negocia migrar para nova UDN


Com o PSL em crise e sob suspeita de desviar verba pública por meio de candidaturas "laranjas" nas eleições de 2018, os filhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) negociam migrar para um novo partido, que está em fase final de criação. Trata-se da reedição da antiga UDN (União Democrática Nacional). Segundo três fontes ouvidas pela reportagem em caráter reservado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se reuniu na semana passada em Brasília com dirigentes da sigla para tratar do assunto. Ele tem urgência em levar adiante o projeto. Eleito com 1,8 milhão de votos, Eduardo teria o apoio de seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Com esse movimento, a família Bolsonaro buscaria preservar seu capital eleitoral diante do desgaste do partido. Enquanto ainda estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, Jair Bolsonaro acionou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para que determinasse investigações sobre o caso. As suspeitas atingiram o presidente da legenda, deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), e foram pano de fundo da crise envolvendo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, que foi chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro depois de afirmar que tratara com o pai sobre o tema. Após cinco dias de crise, Bebianno deve ser exonerado do cargo nesta segunda-feira, 18, por Bolsonaro.
    

BEBIANNO: 'Agora é hora de esfriar a cabeça'


Gustavo Bebianno, ministro da Secretaria-Geral da Presidência e pivô de crise no governo de Jair Bolsonaro, disse neste domingo (17) que "agora é hora de esfriar a cabeça". A declaração foi dada após ser questionado por jornalistas se pretende se pronunciar sobre a sua suposta demissão do cargo, como cita o 'G1'. Bebbiano viu o seu cargo ameaçado após denúncias de candidaturas "laranjas" no PSL, além de um desentendimento com o filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro. Fontes próximas ao presidente afirmam, inclusive, que a exoneração do ministro já foi assinada por Bolsonaro. Respondendo à questão de jornalistas que aguardavam no hotel onde ele mora, em Brasília, Bebianno avisou que, no momento, não vai se pronunciar sobre o caso. "Daqui a alguns dias", disse ele.