28 abril 2017

Governo de Michel Temer espera radicalização na greve

O governo Michel Temer considera que a greve geral marcada para esta sexta-feira (28) será relevante e maior que a ocorrida em março, quando houve paralisações de ônibus e metrô. O Palácio do Planalto detectou aumento das adesões desde o início desta semana, com pico nos últimos dois dias, de acordo com monitoramento encomendado pelo governo. Auxiliares do presidente admitem que será uma manifestação "de volume" e apostam em radicalização, com piquetes e bloqueio de acesso a aeroportos como o de Congonhas (SP) para que os protestos pareçam de mais impacto. Temer escalou o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, para dar declarações à imprensa desde cedo. O intuito é mostrar que o governo está monitorando os atos e em contato permanente com as secretarias de segurança nos Estados e que não aceitará violência ou clima de distúrbio total. A avaliação inicial era que os protestos seriam restritos a grupos de esquerda, mas monitoramento interno mostrou tanto uma maior mobilização nas redes sociais como um maior engajamento de centrais sindicais. A iniciativa apontou, no entanto, que os protestos devem se concentrar nos grandes centros urbanos, tendo pouca repercussão nos municípios de médio e pequeno portes.
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