13 setembro 2025

Menopausa e fígado: Estudo revela risco silencioso de doenças hepáticas

A menopausa marca uma transição profunda na vida da mulher e não apenas no aspecto reprodutivo. Estudo recente publicado em junho deste ano na Endocrine Reviews, uma das revistas científicas mais respeitadas do mundo, aponta que o fígado é um dos órgãos mais afetados pela queda do estrogênio nessa fase da vida. O impacto, muitas vezes silencioso, pode evoluir para quadros graves, como fibrose hepática, cirrose e até necessidade de transplante de fígado.  “Durante a fase fértil, o estrogênio principalmente o estradiol atua como um verdadeiro escudo para o fígado, controlando o metabolismo da gordura, reduzindo inflamações e mantendo o equilíbrio das funções hepáticas”, explica a Dra. Patrícia Almeida, Hepatologista pela Sociedade Brasileira de Hepatologia e doutora pela USP. “Mas, esse equilíbrio começa a ruir até sete anos antes da última menstruação, durante a perimenopausa.” O estudo aponta que, com a queda hormonal, há aumento da gordura abdominal, elevação do colesterol ruim (LDL), resistência à insulina e inflamação crônica. Esses fatores, juntos, tornam o fígado da mulher mais vulnerável a desenvolver esteatose hepática (gordura no fígado) e suas formas mais graves, como a fibrose. A prevalência da doença hepática associada à disfunção metabólica (MASLD, antiga esteatose hepática não alcoólica) sobe de forma expressiva após os 50 anos e hoje já é a principal causa de transplante de fígado em mulheres nos Estados Unidos.

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